Acusados pela morte da cantora gospel Sara Freitas são condenados; penas variam de 28 a 34 anos
Decisão foi tomada por júri popular, que reconheceu a responsabilidade dos réus no crime ocorrido em outubro de 2023

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Após dois dias de julgamento no Fórum Criminal de Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, a Justiça condenou os três homens acusados de envolvimento no assassinato da cantora gospel Sara Freitas. A decisão foi tomada por júri popular, que reconheceu a responsabilidade dos réus no crime ocorrido em outubro de 2023.
Os acusados foram considerados culpados por feminicídio qualificado. Segundo a sentença, o crime teve motivação torpe, uma vez que envolveu pagamento e promessa de recompensa, além de ter sido cometido com uso de meio cruel e de recursos que dificultaram a defesa da vítima. As penas foram fixadas de forma individual, conforme o grau de participação de cada um no caso.
Ederlan Santos Mariano recebeu a maior condenação, de 34 anos e cinco meses de prisão. Em seguida, Victor Gabriel Oliveira Neves foi sentenciado a 33 anos e dois meses. Já Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como Bispo Zadoque, teve a pena estabelecida em 28 anos e seis meses. No caso dele, houve redução do tempo de prisão após a confissão apresentada durante o julgamento.
O processo que resultou na condenação do trio deveria ter sido analisado ainda em novembro do ano passado, mas acabou adiado. Na ocasião, os advogados de defesa deixaram o plenário alegando falta de condições adequadas de segurança e estrutura. A atitude foi considerada irregular pela Justiça, que determinou a remarcação do júri no mesmo local: o Fórum Desembargador Gerson Pereira dos Santos, também em Dias D’Ávila.
O assassinato de Sara Freitas ocorreu no dia 24 de outubro de 2023 e teve desdobramentos judiciais ao longo dos anos seguintes. Antes da conclusão deste julgamento, um quarto envolvido já havia sido condenado. Em abril de 2025, o ex-motorista por aplicativo Gideão Duarte de Lima recebeu pena de 20 anos e quatro meses de prisão por conduzir a cantora até o local onde o crime foi executado.
À época da condenação de Gideão, os outros três denunciados ainda aguardavam definição judicial, pois haviam recorrido e seguiam sem julgamento definitivo. As investigações apontaram funções distintas entre os envolvidos no assassinato, indicando a atuação de um mandante, um executor e um participante auxiliar, papéis atribuídos, respectivamente, aos três réus agora condenados pelo júri popular.
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