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PF pede abertura de terceiro inquérito contra Lulinha por suspeita de tráfico de influência

PF pede abertura de terceiro inquérito contra Lulinha por suspeita de tráfico de influência

Filho mais velho do presidente Lula já é alvo de outras duas investigações autorizadas pelo STF; defesa afirma que há perseguição e critica atuação da Polícia Federal

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O novo pedido, protocolado na semana passada, apura suspeitas de tráfico de influência em favor de empresas parceiras.

O caso será distribuído a um ministro da Corte. Na última semana, o ministro André Mendonça já havia autorizado a abertura de outros dois inquéritos contra Lulinha, ambos para investigar supostos crimes de tráfico de influência e corrupção passiva.

Segundo as investigações, o novo pedido envolve a empresa 3Structure It LTDA, do setor de tecnologia, que mantém contratos em vigor com o governo federal que somam R$ 55,7 milhões, além de repasses de aproximadamente R$ 49 milhões, conforme dados do Portal da Transparência. A PF suspeita que Lulinha tenha utilizado a influência decorrente do cargo do pai para favorecer empresas parceiras e viabilizar negócios e investimentos.

A 3Structure It foi criada em 2019 e tem sede em Florianópolis. Entre os contratos firmados com o poder público está um acordo com o Centro Integrado de Telemática do Exército, assinado em novembro de 2022 para fornecimento de soluções de tecnologia da informação e comunicação.

Os indícios que embasaram o pedido surgiram durante as investigações da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

Além do novo pedido, Lulinha já é investigado em outros dois inquéritos autorizados pelo STF. Um deles apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações relacionadas à regulamentação de produtos à base de cannabis medicinal no Ministério da Saúde, envolvendo o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". O outro investiga uma suposta atuação para favorecer um empresário em negociações com a Dataprev.

A defesa de Lulinha negou qualquer irregularidade e afirmou que o empresário é alvo de perseguição por ser filho do presidente da República. O advogado Marco Aurélio Carvalho criticou a atuação da Polícia Federal e classificou a sequência de investigações como uma "espécie de melhor de três".

"Se ele não fosse o filho do presidente Lula, esse inquérito jamais teria sido instaurado e os anteriores teriam sido arquivados", afirmou o advogado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou as investigações recentemente e declarou que não utilizará o cargo para proteger o filho. Segundo o petista, caso seja necessário, Lulinha deverá responder às acusações na Justiça e provar sua inocência.

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