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Eduarda Campopiano é denunciada por transfobia contra Erika Hilton e investigada por invasão a sindicato

Eduarda Campopiano é denunciada por transfobia contra Erika Hilton e investigada por invasão a sindicato

Deputada estadual eleita é alvo de representação após publicação nas redes sociais e de investigação sobre protesto em sindicato

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Reprodução redes sociais

A deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL) foi denunciada ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por suspeita de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero contra a deputada federal reeleita Erika Hilton (PSOL).

A representação foi protocolada na segunda-feira (5) pela deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL) junto ao Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do Ministério Público.

O caso teve origem em uma publicação feita por Campopiano nas redes sociais, na qual ela se referiu a Erika Hilton como “homem biológico” e questionou: “Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo?”.

No documento enviado ao MP-SP, Favero argumenta que a declaração ultrapassa os limites da liberdade de expressão e representa um ataque à identidade de gênero de uma mulher trans no exercício de um mandato eletivo. A representação pede a investigação do caso e a apuração de possíveis responsabilidades criminais.

 Invasão de Sindicato

Além da denúncia, Campopiano também é investigada pelo Ministério Público de São Paulo por suspeita de envolvimento em uma invasão à sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), ocorrida em 14 de janeiro deste ano, na região central da capital paulista.

Na ocasião, Campopiano ainda exercia o mandato de vereadora em Praia Grande e teria participado do protesto acompanhada de aproximadamente 14 pessoas. O grupo se manifestava contra questões relacionadas ao piso salarial nacional do magistério.

Segundo relatos registrados em boletim de ocorrência, a manifestação teria sido marcada por palavras de ordem e expressões agressivas contra representantes do sindicato. O documento também relata o arremesso de objetos, incluindo pés de frango, na direção de funcionários, provocando tumulto e colocando em risco a integridade física das pessoas presentes.

A investigação busca apurar as circunstâncias do episódio e as possíveis responsabilidades dos envolvidos. As suspeitas relatadas nos dois casos não equivalem a uma condenação.
 

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