TSE e STF descartam anulação da eleição depois de Flávio Bolsonaro contestar resultado
Ministros mencionam falta de elementos que justifiquem invalidar o pleito
Foto: Gustavo Moreno/STF
A possibilidade de anulação do segundo turno das eleições presidenciais é descartada por integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação dos ministros contraria a posição do senador Flávio Bolsonaro (PL), que se recusou a reconhecer a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anunciou que irá recorrer à Justiça para tentar anular o resultado.
Entre os argumentos considerados contrários à contestação está a diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos entre os candidatos. Lula foi reeleito com 64,2 milhões de votos, correspondentes a 51,79% dos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 59,8 milhões, ou 48,21%. Ministros das duas cortes também avaliam que não há elementos que sustentem a anulação do pleito.
A discussão acontece depois de uma série de decisões judiciais acerca da extensão do horário de votação no domingo (25), motivada por relatos de dificuldades de deslocamento de eleitores. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, declarou, ao anunciar a vitória de Lula, que a medida não mudou a apuração dos votos.
“Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, declarou.
Nunes Marques também reforçou que não seria possível avaliar imediatamente todos os possíveis efeitos da decisão.
“Não seria possível em poucas horas construir um juízo de certeza de que nenhum efeito colateral, especialmente no aspecto tecnológico, advindo de uma decisão judicial, viesse a impactar significativamente a apuração”, afirmou.
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