Pastor Márcio Poncio deixa presídio e passa a cumprir prisão domiciliar após decisão de Moraes
Decisão estabeleceu uma série de medidas cautelares, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica

Foto: Reprodução/Instagram
O pastor e empresário Márcio Poncio deixou, no fim da tarde deste domingo (12), o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, localizado no Complexo Penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro. Após a saída da unidade prisional, ele retornou para casa, segundo informações da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen).
A liberação ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar no sábado (11) a conversão da prisão preventiva do empresário em prisão domiciliar. A decisão estabeleceu uma série de medidas cautelares, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.
Márcio Poncio havia sido preso no dia 2 de julho pela Polícia Federal (PF), durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne. A ação também teve como alvos o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já estavam presos. A investigação apura um suposto esquema envolvendo pagamentos do jogo do bicho e da chamada "Máfia do Cigarro" a agentes públicos.
Na decisão que autorizou a prisão domiciliar, Alexandre de Moraes levou em consideração o estado de saúde do pastor, que possui retocolite ulcerativa grave, já passou por uma cirurgia para retirada do intestino grosso e do reto e necessita de acompanhamento médico contínuo. O ministro também citou a gravidez de alto risco da esposa do investigado como um dos fatores considerados.
Durante a prisão, agentes da Polícia Federal encontraram Poncio em um flat localizado na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Ele é pastor da Igreja da Nuvem e empresário, além de ser pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da dupla UM44K.
Além da tornozeleira eletrônica, a decisão de Moraes determinou que o pastor não tenha contato, por qualquer meio, com outros investigados no caso e proibiu o uso de redes sociais. O ministro também ordenou a suspensão imediata de possíveis registros de porte de arma de fogo em nome de Poncio e a entrega de seus passaportes.
O pastor é investigado por suposta ligação com a chamada "Máfia do Cigarro". Já Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, é apontado pelas investigações como uma das principais lideranças do jogo do bicho no Rio de Janeiro e suspeito de chefiar a organização criminosa.
Segundo a Polícia Federal, a nova etapa da Operação Unha e Carne tem como objetivo aprofundar as investigações sobre possíveis crimes de lavagem de dinheiro cometidos pela atual cúpula do jogo do bicho, além de apurar possíveis conexões do esquema com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do estado do Rio de Janeiro.
Varela Net agora mais perto de você: receba as notícias em tempo real no seu WhatsApp clicando aqui.


