Pai de Henry Borel volta a pedir justiça e critica possibilidade de retrocessos no caso
Quase cinco anos após a morte do menino, Leniel Borel reafirma luta por responsabilização dos envolvidos

Leniel Borel, pai do garoto Henry Borel |Foto:
O engenheiro Leniel Borel voltou a cobrar justiça pela morte do filho, Henry Borel, e manifestou preocupação com possíveis retrocessos no andamento do caso. A declaração foi feita após Monique Medeiros, acusada de participação no homicídio do garoto, se entregar na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu) na manhã desta segunda-feira (20).
Num vídeo enviado ao portal Metrópoles, Leniel afirmou que não aceita qualquer mudança que possa atrasar ou enfraquecer a responsabilização dos acusados. Segundo ele, a expectativa da família é que o julgamento avance sem novas interrupções e que a Justiça mantenha o compromisso de esclarecer todos os fatos relacionados ao caso.
O pai de Henry destacou que a luta por justiça não se limita ao processo criminal, mas também envolve a defesa de políticas públicas voltadas à proteção de crianças. Desde a morte do filho, ele tem participado de debates e mobilizações em defesa de medidas mais rigorosas contra a violência infantil.
O caso ganhou repercussão nacional após a morte de Henry Borel, que tinha quatro anos de idade, e gerou ampla discussão sobre violência doméstica e proteção à infância. As investigações apontaram indícios de agressões anteriores, o que motivou mudanças legislativas e maior atenção ao tema por parte das autoridades.
Além do processo criminal, o episódio levou à criação da Lei Henry Borel, que estabeleceu medidas mais rígidas para prevenir e combater a violência contra crianças e adolescentes. Para Leniel, a legislação representa um avanço importante, mas ele ressalta que a efetiva aplicação das normas é fundamental para evitar novos casos semelhantes.
Mesmo após anos do ocorrido, Leniel Borel afirma que seguirá acompanhando de perto cada etapa judicial. Ele reforçou que a memória do filho continua sendo o principal motivo para manter a mobilização e cobrar respostas definitivas das autoridades responsáveis pelo caso.
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