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Moraes autoriza encontro entre Bolsonaro e advogados antes de depoimento sobre arma apreendida

Defesa do ex-presidente poderá ter reunião uma hora antes da oitiva sobre arma registrada em nome de Bolsonaro

| Autor: Redação - Varela Net
Moraes autoriza encontro entre Bolsonaro e advogados antes de depoimento sobre arma apreendida

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF - Fabio Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma reunião entre o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua equipe de defesa antes do depoimento que será prestado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sobre o caso envolvendo uma arma apreendida com um de seus seguranças.

A decisão atende a um pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro, que argumentaram ser necessária uma conversa prévia para alinhar estratégias e garantir o pleno exercício do direito à defesa. O encontro deverá ocorrer na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, em Brasília. Além disso, a permanência com o ex-presidente não tem tempo limite definido. Os advogados podem, inclusive, acompanhar a oitiva, que está marcada para as 15h na casa de Jair Bolsonaro.

"Autorizo, excepcionalmente, a extensão do tempo de visita dos advogados regularmente constituídos de Jair Messias Bolsonaro, a partir das 14h00 do dia 23/6/2026 (terça-feira), “para fins de preparação para a oitiva”, conforme requerido, podendo acompanhar o custodiado na oitiva", informou o ministro.

Bolsonaro será ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito que apura a apreensão de uma pistola registrada em seu nome. A oitiva foi autorizada por Moraes na última sexta-feira (19), com determinação para que fosse realizada presencialmente na casa do ex-presidente.

Após uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, no dia 15 de junho, agentes encontraram a arma em um veículo oficial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), dirigido pelo militar do Exército Estácio Leite da Silva Filho.

Segundo informações da CNN Brasil, o militar informou que transportava a pistola para conserto. Após a abordagem, os policiais constataram que o armamento estava registrado em nome de Jair Bolsonaro.

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