Hepatologista Raymundo Paraná alerta para riscos do consumo excessivo de álcool durante o carnaval
Especialista reforça que não existe bebida “mais segura” e defende moderação, especialmente para quem já possui doença hepática
Foto: Rede Social
O hepatologista Raymundo Paraná utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (16) para reforçar orientações sobre o consumo de álcool e esclarecer dúvidas frequentes sobre a ressaca e seus efeitos no organismo.
Segundo o médico, a principal recomendação é clara: moderação. Para pessoas que já possuem algum tipo de doença que possa ser agravada pelo álcool, especialmente doenças hepáticas, a orientação é abstinência total.
“Qualquer doença hepática já existente, seja qual for a causa ou natureza, pode se agravar com a ingestão de álcool. Portanto, nesses indivíduos, não deve haver nenhum consumo”, afirmou.
Para quem não possui impedimentos clínicos, o especialista orienta que o consumo seja o mais moderado possível.
O que causa a ressaca
Conforme o hepatologista, a ressaca é resultado de uma intoxicação pelo consumo excessivo de álcool. O processo começa ainda no estômago, onde parte da substância é metabolizada pela enzima álcool desidrogenase, seguindo depois para o fígado.
Durante essa metabolização, ocorre o acúmulo de acetaldeído, metabólito tóxico que pode agredir células, especialmente hepáticas. Esse processo também reduz os estoques de glicogênio no fígado, podendo levar à hipoglicemia, o que explica a vontade de consumir doces no dia seguinte.
Além disso, o álcool provoca desidratação, pois inibe o hormônio antidiurético, aumentando a produção de urina independentemente do tipo de bebida ingerida.
Quantidade importa mais que o tipo
Raymundo Paraná também desmistificou a ideia de que algumas bebidas seriam menos prejudiciais.
“Não existe nenhum tipo de álcool ‘santificado’. O que importa não é o tipo de bebida, mas a quantidade de álcool ingerida”, explicou.
Como exemplo, ele destacou que um litro e meio de cerveja pode conter cerca de 55 gramas de álcool, quantidade semelhante à presente em aproximadamente uma dose e meia de whisky. Ou seja, o impacto está diretamente relacionado ao volume total de álcool consumido.
Não há remédio que evite ressaca
O especialista ainda alertou que não existem medicamentos capazes de impedir a ressaca. Embora alguns remédios possam aliviar sintomas como dor de cabeça e mal-estar, eles não evitam os efeitos tóxicos do álcool nem os danos que o organismo sofre.
“Sede, dor de cabeça, enjoo e até vômito são resultados de uma intoxicação. Portanto, moderação é a palavra”, concluiu.
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