PL mira presidência do Senado e aposta em Rogério Marinho para avançar contra ministros do STF
Senador do PL é cotado para comandar a Casa no biênio 2027-2028; nova composição terá 28 integrantes do partido, que busca ampliar influência sobre processos contra ministros do STF
Foto: Carlos Moura | Agência Senado
Considerado um dos principais aliados de Flávio Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN) pode ganhar protagonismo no Senado a partir de 2027. O parlamentar é cotado pelo partido para disputar a presidência da Casa e, segundo apuração do site O Brasilianista, já teria se comprometido a aceitar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a publicação, senadores próximos ao núcleo de Marinho já se organizam para tentar viabilizar a candidatura do parlamentar à presidência do Senado pelos próximos dois anos. Marinho também atua como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro.
A nova composição do Senado, definida nas eleições de domingo (4), dará ao PL a maior bancada da Casa. O partido passará de 15 para 28 senadores a partir de 2027, segundo levantamento divulgado pelo próprio Senado.
O crescimento da bancada aumenta o peso do PL nas negociações para a escolha do próximo presidente do Senado, mas a eleição ainda dependerá da formação de maioria entre os 81 senadores.
Impeachment de ministros do STF
A presidência do Senado tem papel importante nos processos de impeachment de ministros do STF. Entre as atribuições do presidente da Casa está a condução das etapas previstas para denúncias e pedidos de responsabilização apresentados contra integrantes da Suprema Corte.
Segundo O Brasilianista, 54 senadores da próxima composição já teriam confirmado apoio ao impeachment de Alexandre de Moraes. O número corresponde aos dois terços dos 81 integrantes do Senado necessários para o julgamento resultar na perda do cargo.
A informação, porém, é uma estimativa atribuída pela publicação à futura composição da Casa e não representa, neste momento, uma votação realizada ou uma decisão formal dos senadores.
Ainda de acordo com a publicação, 66 pedidos de impeachment teriam sido apresentados contra Moraes entre 2022 e 2026.
O cenário ganhou relevância após as eleições de 2026. Reportagens recentes apontam que o novo Senado terá uma bancada do PL de 28 integrantes e um grupo expressivo de parlamentares alinhados à pauta de responsabilização de ministros do STF.
Disputa pela presidência do Senado
A possível chegada de Rogério Marinho à presidência do Senado ainda depende de uma eleição interna entre os 81 senadores. Para assumir o comando da Casa, o parlamentar precisará construir maioria e conquistar votos de integrantes de outros partidos.
Além de Marinho, outros nomes são cotados para a disputa pela presidência do Senado. A eleição ocorrerá no início da próxima legislatura, em fevereiro de 2027.
O vencedor comandará os trabalhos da Casa durante o biênio 2027-2028.
Marinho exerce atualmente o mandato de senador pelo Rio Grande do Norte, com período previsto até 2031.
Varela Net agora mais perto de você: receba as notícias em tempo real no seu WhatsApp clicando aqui.