Moraes autoriza tratamento de estímulo elétrico craniano para Bolsonaro na prisão
Ministro do STF atende pedido da defesa e permite que ex-presidente receba terapia três vezes por semana para aliviar soluços, ansiedade e distúrbios de sono
Foto: Sergio LIMA / AFP
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba sessões de estimulação elétrica craniana enquanto cumpre pena na prisão. A decisão atende a um pedido da defesa médica e tem como objetivo auxiliar no tratamento de crises de soluços persistentes, além de sintomas como ansiedade, insônia e quadros depressivos.
Segundo a determinação, o tratamento ocorrerá três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas-feiras, com sessões que duram entre 50 minutos e 1 hora. O procedimento será conduzido pelo médico Ricardo Caiado, autorizado a entrar na unidade prisional, o 19º Batalhão da Polícia Militar, com os equipamentos necessários, como os eletrodos auriculares utilizados para a aplicação da corrente elétrica de baixa intensidade no cérebro.
De acordo com a equipe médica que solicitou o tratamento, a terapia de estimulação elétrica craniana é uma abordagem complementar, não medicamentosa, considerada de baixo risco e amplamente utilizada internacionalmente para regular a atividade neurofisiológica central. Além de trabalhar possíveis melhorias no sono e na ansiedade, a defesa destacou a expectativa de que o procedimento possa contribuir para reduzir ou controlar as crises de soluços que Bolsonaro vem enfrentando.
A autorização de Moraes ocorre no contexto da execução da pena de Bolsonaro, que cumpre prisão em Brasília após condenação em um processo relacionado a tentativas de golpe de Estado. Embora a terapia agora esteja liberada, pedidos anteriores da defesa por medidas médicas complementares, como a concessão de prisão domiciliar, não foram atendidos até o momento.
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