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Flávio Bolsonaro diz que operação sobre ‘Dark Horse’ é tentativa de ‘interferência política’

Flávio Bolsonaro diz que operação sobre ‘Dark Horse’ é tentativa de ‘interferência política’

Declaração foi feita durante uma agenda em Roraima.

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (10) que a operação da Polícia Federal (PF) que investiga suspeitas envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, representa uma tentativa de “interferência política” nas eleições.

A declaração foi feita durante uma agenda em Roraima. Na ocasião, o senador também negou que a produção tenha recebido recursos públicos e afirmou que não acredita que sejam encontradas irregularidades relacionadas ao longa.

"Não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público. Eu já cansei de falar: pode revirar do avesso, de cima para baixo, de trás para frente, de lado para o outro, de ponta-cabeça, aqui não vai ter nada" afirmou.

A investigação conduzida pela PF foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares que teriam sido destinadas a entidades ligadas à produção de “Dark Horse”. Nesta quinta-feira, os agentes cumpriram 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal.

Entre os alvos estão o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que destinou R$ 2 milhões em emendas para uma entidade ligada à produção do filme, e a empresária Karina Gama, da Go Up, responsável pelo longa. Flávio Bolsonaro, por sua vez, não é alvo da operação.

O nome do candidato aparece em uma segunda investigação relacionada ao financiamento de “Dark Horse”. O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça e teve origem nas apurações do caso Master. Mensagens obtidas pelos investigadores apontaram que Flávio solicitou ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 130 milhões para o filme. Desse montante, R$ 61 milhões teriam sido pagos.

Ao tratar da operação desta quinta-feira, Flávio afirmou que a ação ocorre em meio à disputa eleitoral e associou a investigação ao desempenho que apresenta nas pesquisas de intenção de voto. Sem apresentar evidências, o senador atribuiu ao ministro Flávio Dino uma motivação política para a medida.

"O que tem claramente é uma tentativa de interferência política, mais uma vez, agora, do ministro Flávio Dino sobre as eleições. Qual o fundamento dessa operação? Política" disse.

O presidenciável também declarou que está tranquilo diante das investigações e descartou a possibilidade de que a operação tenha impacto sobre sua campanha. Flávio voltou a citar os resultados das pesquisas eleitorais para justificar sua avaliação.

Durante a agenda em Roraima, o senador também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal. Ele cobrou do presidente da Corte, Edson Fachin, a realização de uma sessão pública para tratar das divergências entre os ministros. Fachin, no entanto, já convocou o plenário para a próxima terça-feira.

Flávio ainda questionou o que classificou como falta de “autocontenção” do tribunal e voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes. O candidato afirmou que Moraes recebeu poderes excessivos para atingir seu pai, Jair Bolsonaro.

Em Roraima, Flávio dividiu o palanque com os dois candidatos do PL ao Senado, os deputados federais Nicoletti e Hélio Lopes. Mesmo diante da disputa interna por recursos e espaço dentro da legenda, o presidenciável pediu votos para os dois candidatos e associou as candidaturas à sua campanha para a Presidência e à de Arthur Henrique (PL) ao governo do estado.

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