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Defesa de Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes transferir de Dino para Mendonça investigação sobre ‘Dark Horse’

Defesa de Flávio Bolsonaro tentou quatro vezes transferir de Dino para Mendonça investigação sobre ‘Dark Horse’

Dois primeiros pedidos foram encaminhados ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Gustavo Moreno/STF/Ton Molina/Agência Senado

Por quatro vezes, a defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-SP) pediu que a investigação sobre emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produtora de “Dark Horse” deixasse a relatoria de Flávio Dino e passasse para André Mendonça.

Em um dos pedidos, os advogados argumentaram que Mendonça, que já conduzia outras investigações relacionadas ao filme, também deveria assumir a apuração sobre um possível uso de recursos públicos para financiar a produção.

"Demonstrou-se que o protocolo das petições no âmbito da ADPF nº 854 não se deu por acaso, mas se tratou de verdadeira manipulação das regras de competência, a fim de criar uma prevenção artificial e inexistente do Exmo. Min. Flávio Dino para os fatos", disse a defesa.

Os dois primeiros pedidos foram encaminhados ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. As outras duas solicitações foram direcionadas ao próprio ministro Flávio Dino.

As investigações relacionadas ao filme “Dark Horse” envolvem três frentes principais: os repasses de R$ 62,8 milhões feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); a possibilidade de parte desse dinheiro ter sido utilizada para bancar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos; e a indicação de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora responsável pelo filme.

Na quinta-feira (10), a Polícia Federal (PF) cumpriu 49 mandados de busca e apreensão durante uma operação relacionada ao financiamento da cinebiografia.

Entre os alvos estavam o ex-ministro Mario Frias e Karina Gama, dona da Go Up, produtora do filme. Segundo a PF, a operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, investigou um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

A corporação informou ainda ter identificado movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que teriam ligação com o esquema.

A investigação apura possíveis crimes de peculato, quando um funcionário público desvia bens ou valores aos quais tem acesso em razão do cargo —, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

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