Notícias
Política
Caiado acusa Lula de tentar ‘comprar voto’ com reajuste do Bolsa Família

Caiado acusa Lula de tentar ‘comprar voto’ com reajuste do Bolsa Família

Candidato do PSD criticou aumento de R$ 91 no benefício e defendeu cortes nas despesas públicas e nas emendas impositivas

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress/Ricardo Stuckert / PR

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tentar conquistar votos com o reajuste do Bolsa Família, anunciado nesta quinta-feira (17), a 16 dias das eleições. A declaração foi dada nesta sexta-feira (18), durante entrevista em vídeo ao jornal Gazeta do Povo, do Paraná.

O governo federal anunciou um reajuste de aproximadamente 15% no programa. A partir de outubro, o benefício mínimo passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o valor médio subirá de R$ 675 para R$ 777. Segundo o Executivo, a medida representa uma recomposição da inflação acumulada desde 2023, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Durante a entrevista, Caiado também classificou Lula como “ladrão do futuro brasileiro”. Ao comentar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o candidato afirmou que ele conseguiu unir a direita brasileira, mas não soube governar.

O ex-governador de Goiás já havia criticado os anúncios do governo durante entrevista ao Jornal da Record, na quarta-feira (16). Na ocasião, mencionou o reajuste do Bolsa Família e a promessa de distribuição gratuita de canetas para emagrecimento.

“Essas medidas agora, de reta final, aí. Estou vendo o Lula prometer canetinha de emagrecimento, aumentar o Bolsa Família. Tudo certo, mas não com essa aparência de populismo”, declarou.

Caiado também apresentou propostas para reduzir os gastos públicos caso seja eleito. O candidato afirmou que pretende promover um ajuste fiscal por meio de uma emenda constitucional que limite o crescimento das despesas do governo federal a até 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Entre as medidas defendidas, estão a revisão de isenções fiscais e dos recursos destinados a programas sociais. Caiado também declarou que pretende cortar integralmente as emendas impositivas e reduzir em 25% os repasses de duodécimos aos Poderes e órgãos independentes da República.

“Vou cortar 100% das emendas impositivas e vou cortar 25% do repasse do duodécimo aos Poderes e órgãos independentes da República”, afirmou.

Durante a rodada de perguntas rápidas, o candidato também foi questionado sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e André Mendonça, em meio às divergências envolvendo o caso Banco Master.

Sobre Mendonça, Caiado afirmou que o ministro estaria “de uma certa maneira isolado”, mas elogiou sua atuação e sua coragem no andamento das investigações. Em relação a Moraes, declarou que o comportamento do magistrado “não é compatível com o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal”.

Caiado também defendeu o impeachment de ministros do STF quando, segundo ele, existirem motivos previstos para a abertura do processo. “De todos que tiverem motivos para serem impeachmados”, respondeu ao ser questionado sobre o tema.

Caiado defende anistia para condenados pelo 8 de Janeiro

Outro assunto abordado na entrevista foi o episódio de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. Caiado classificou os atos como “uma baderna”, mas afirmou ser favorável à anistia dos condenados, incluindo Jair Bolsonaro.

Em setembro de 2025, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado, entre eles organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

 

Varela Net agora mais perto de você: receba as notícias em tempo real no seu WhatsApp clicando aqui.

Tags

Notícias Relacionadas