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Ex-presidente Bashar al-Assad recebe pena de morte por crimes de guerra e contra a humanidade

Ex-presidente Bashar al-Assad recebe pena de morte por crimes de guerra e contra a humanidade

Sentença foi proferida à revelia pelo Tribunal Penal de Damasco; ex-presidente deposto está exilado na Rússia desde a queda do regime, em 2024

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: EPA

O ex-presidente deposto da Síria, Bashar al-Assad, e seu irmão mais novo, Maher al-Assad, foram condenados à morte à revelia por crimes contra a humanidade e crimes de guerra cometidos durante os 14 anos de guerra civil no país. O conflito deixou cerca de 500 mil mortos e milhões de pessoas deslocadas.

A pena foi imposta pelo Quarto Tribunal Penal de Damasco, que considerou Bashar al-Assad culpado de ordenar o assassinato de civis, incluindo crianças, além de tortura e detenções ilegais.

A decisão representa a primeira condenação judicial conhecida contra Assad desde que deixou o poder. Ao ler a sentença, o juiz afirmou que o ex-líder foi condenado por “homicídio premeditado e intencional de mais de uma pessoa e de crianças, tortura, prisão arbitrária e crimes contra a humanidade”.

Também foram condenados à morte no mesmo processo o irmão mais novo de Assad, Maher, e o primo materno Atef Najib, que esteve presente no julgamento.

As acusações levaram em consideração um conjunto de provas que inclui 55 mil imagens de cerca de 11 mil detidos que morreram em decorrência de tortura, fome ou execução em instalações do governo sírio. As fotografias foram retiradas clandestinamente do país por um fotógrafo da polícia militar conhecido pelo codinome César.

Em dezembro de 2024, uma ofensiva rebelde derrubou o governo de Bashar al-Assad e encerrou décadas de domínio da família sobre a Síria.

Ainda não se sabe se as penas contra Assad e seus familiares serão cumpridas. O ex-presidente e seu irmão Maher fugiram para a Rússia enquanto os insurgentes avançavam sobre a capital, Damasco, em dezembro de 2024.

O atual líder sírio, Ahmed al-Sharaa, já havia pedido a extradição de Assad ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante um encontro entre os dois líderes em outubro de 2025. No entanto, não houve avanço nas negociações.

A expectativa é de que Putin mantenha sua posição, já que o governo russo é aliado do ex-presidente sírio e o apoiou durante seu período no poder.

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