NotíciasMundoPCC e CV são incluídos em lista de 24 grupos narcoterroristas por coalizão liderada pelos EUA

PCC e CV são incluídos em lista de 24 grupos narcoterroristas por coalizão liderada pelos EUA

Ao todo, são 24 organizações citadas na declaração conjunta.

| Autor: Redação - Varela Net
PCC e CV são incluídos em lista de 24 grupos narcoterroristas por coalizão liderada pelos EUA

Foto: Reprodução

O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) foram incluídos nesta terça-feira (22) em uma lista de 24 organizações classificadas como grupos “narcoterroristas” pelos países que integram o Escudo das Américas (Shield of the Americas). A iniciativa é liderada pelos Estados Unidos e tem como objetivo ampliar a cooperação regional no combate ao narcotráfico e ao crime organizado transnacional.

Além do PCC e do CV, a lista inclui organizações como o Cartel de Sinaloa, Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG), Mara Salvatrucha (MS-13), Tren de Aragua, ELN e grupos dissidentes das FARC. Ao todo, são 24 organizações citadas na declaração conjunta.

Participam da iniciativa os Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. O Brasil não faz parte da coalizão.

A declaração prevê que os países adotem, de acordo com suas respectivas legislações, medidas como congelamento de ativos, restrições de imigração e vistos para integrantes, associados e apoiadores das organizações, além de responsabilização criminal de pessoas que forneçam conscientemente apoio material aos grupos.

O documento também afirma que os países pretendem solicitar uma reunião de consulta no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA), com o objetivo de avaliar medidas coletivas contra organizações consideradas narcoterroristas.

A iniciativa ocorreu no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante o discurso, Trump defendeu o uso das Forças Armadas dos EUA no combate a gangues e cartéis de drogas e comparou essas organizações ao Estado Islâmico.

No encontro do Escudo das Américas, os governos participantes afirmaram que as organizações narcoterroristas representam uma ameaça à segurança e à prosperidade do continente. A declaração ressalta, porém, que as medidas anunciadas deverão ser aplicadas conforme as obrigações jurídicas de cada país.
 

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