Tradicional fabricante de brinquedos pede recuperação judicial
Após avanço dos jogos digitais e crise financeira, 'Estrela' mantém atividades
Foto: Pexels
A fabricante de brinquedos Estrela anunciou pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (20), na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais. O processo inclui outras oito empresas do grupo, entre elas a Editora Estrela Cultural e a Estrela Distribuidora.
Segundo a empresa, a decisão ocorre em meio à pressão financeira causada pelo crescimento de alternativas digitais e jogos eletrônicos, além da competitividade de produtos importados, principalmente do mercado chinês. O aumento das taxas de juros e a restrição de crédito também foram apontados como fatores para a crise financeira do grupo.
Em comunicado, a Estrela afirmou que a recuperação judicial busca reorganizar o endividamento e preservar as atividades da empresa. O grupo já havia renegociado cerca de R$ 747,8 milhões em dívidas com a União em setembro de 2025, reduzindo o valor para R$ 72,4 milhões parcelados em até dez anos.
A companhia informou ainda que as atividades industriais, comerciais e administrativas mantém o funcionamento durante o processo, incluindo o pagamento de funcionários e atendimento a fornecedores e parceiros.
Fundada em 1937, a Estrela ficou conhecida no Brasil por brinquedos e jogos clássicos como Banco Imobiliário, Genius, Detetive e a boneca Susi.
Após a aceitação do pedido pela Justiça, a empresa terá prazo para apresentar um plano de recuperação judicial, que ainda deverá ser analisado pelos credores.
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