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MPT investiga desabamento em galpão de reciclagem que matou duas mulheres em Salvador

MPT investiga desabamento em galpão de reciclagem que matou duas mulheres em Salvador

Ministério Público do Trabalho apura as condições de segurança no galpão em Pirajá; uma das vítimas completou 41 anos no dia do acidente, segundo relato da família

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Divulgação

O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu uma investigação para apurar as responsabilidades trabalhistas pelo desabamento de um galpão no bairro de Pirajá, em Salvador, que causou a morte de duas mulheres identificadas como Joseane Raimundo Pereira Silva e Claudia Aldeiva Santos Santana.

O acidente ocorreu na tarde de terça-feira (27) e também deixou três mulheres gravemente feridas: Cleide Santos, Simone Araújo e Rosilene Mendes. Elas foram socorridas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhadas a hospitais da rede pública.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), as mortes foram confirmadas pelo Samu. As vítimas realizavam atividades de reciclagem no galpão quando a estrutura desabou.

A Defesa Civil de Salvador (Codesal) informou que o desabamento atingiu pilares e vigas de uma estrutura que aparentemente pertence a uma obra paralisada. O Departamento de Polícia Técnica da Bahia (DPT-BA) esteve no local, que foi isolado.

O MPT solicitou esclarecimentos sobre o vínculo das vítimas com o local, a responsabilidade pela estrutura e o cumprimento das normas de saúde e segurança do trabalho. A investigação também deve verificar se o espaço oferecia condições adequadas para o desenvolvimento da atividade.

Trabalhadora morta completava 41 anos no dia do acidente

Joseane Raimundo Pereira Silva, uma das duas trabalhadoras que morreram no desabamento do galpão de reciclagem em Pirajá, completou 41 anos na terça-feira (27), mesmo dia do acidente. Ela separava materiais recicláveis com outras quatro mulheres quando a estrutura do imóvel cedeu.

Anderson Santos, viúvo de Joseane, disse em entrevista à TV Bahia que a família preparava “uma festa surpresa”.

“Esperando ela chegar depois do expediente, e isso não aconteceu por irresponsabilidade da empresa”, disse. “Uma estrutura daquela, fazendo, construindo, colocam funcionários embaixo, sem capacete, nada. Botaram ali para ser assassinada, chamo de homicídio”.

O marido contou que teve um “sentimento ruim” e pediu que Joseane voltasse para casa às 12h, mas ela decidiu esperar o horário de saída. Segundo ele, a mulher também não estava se sentindo bem.

Anderson relatou ainda que Joseane demonstrava temor de trabalhar sob uma estrutura em construção. “Local de perigo”.

A obra tinha como objetivo fechar o galpão para evitar que os funcionários trabalhassem expostos ao sol. Segundo o relato, os trabalhos de construção já ocorriam havia cerca de um mês.

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