MC Poze do Rodo é solto por decisão da Justiça e deverá cumprir medidas cautelares
Cantor deixou o presídio nesta quinta-feira (14) após concessão de habeas corpus e terá de cumprir medidas determinadas pela Justiça.
Foto: Divulgação
O cantor MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, foi solto do presídio no Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (14), após decisão da Justiça Federal.
O artista deixou o Presídio Joaquim Ferreira, unidade de segurança no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, conhecido como Bangu 8, escoltado por agentes da Secretaria de Polícia Penal (Sepen). Na saída, ele foi recebido por familiares, amigos e fãs que aguardavam na porta da unidade.
“Não tenho envolvimento com facção”, afirmou Poze ao deixar o presídio.
O cantor havia sido preso no dia 15 de abril, durante a Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal (PF), que investiga um esquema de lavagem de dinheiro estimado em mais de R$ 1,6 bilhão, envolvendo apostas e rifas ilegais.
A soltura ocorreu após habeas corpus concedido pela desembargadora Louise Vilela Leite Filgueiras, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), na quarta-feira (13).
Apesar da revogação da prisão preventiva, a Justiça determinou medidas cautelares que deverão ser cumpridas pelo artista:
- Entrega do passaporte;
- Proibição de sair do país sem autorização judicial;
- Proibição de deixar a cidade onde mora por mais de cinco dias sem autorização;
- Comparecimento mensal em juízo;
- Comunicação imediata de mudança de endereço.
Na decisão, a magistrada apontou excesso de prazo nas investigações e ausência de denúncia formal do Ministério Público Federal até o momento. Segundo o entendimento da desembargadora, a prisão preventiva não pode ser utilizada como instrumento para facilitar a produção de provas.
A defesa de MC Poze do Rodo também havia solicitado à Justiça a extensão da decisão que beneficiou o empresário Henrique Viana, conhecido como Rato, da produtora Love Funk, que estava na mesma situação jurídica e já havia obtido liberdade.
Em nota, os advogados do cantor comemoraram a decisão judicial e afirmaram que “a regra na democracia é a liberdade, e não o aprisionamento”. A defesa também declarou que “não se pode prender para investigar” e pediu respeito ao momento de retomada do convívio familiar do artista.
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