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Justiça Eleitoral determina retirada de mega outdoor do PT instalado na Avenida Paralela, em Salvador

Justiça Eleitoral determina retirada de mega outdoor do PT instalado na Avenida Paralela, em Salvador

Estrutura de campanha ligada ao governador Jerônimo Rodrigues foi considerada irregular e retirada após decisão judicial

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Reprodução

O mega outdoor instalado pelo Partido dos Trabalhadores na Avenida Luís Viana Filho, a Paralela, em Salvador, foi retirado após determinação da Justiça Eleitoral da Bahia. A informação foi divulgada inicialmente pelo BNews, que esteve no local e confirmou que toda a estrutura foi removida.

A decisão foi tomada pelo juiz Antônio Alberto Faiçal Júnior, da 11ª Zona Eleitoral de Salvador, após uma denúncia registrada por meio do aplicativo Pardal. A peça, instalada na altura do Wet Eventos, fazia referência ao governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), além dos candidatos ao Senado Jaques Wagner e Rui Costa e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No local onde estava o mega outdoor, permaneceram apenas quatro cartazes com imagens dos quatro políticos. A estrutura principal, que ocupava o espaço, foi completamente desmontada.

A Justiça Eleitoral determinou a retirada integral da propaganda, incluindo estrutura, painel, lona e qualquer outro suporte utilizado na instalação. Segundo a decisão, a legislação eleitoral proíbe expressamente a utilização de outdoors para propaganda eleitoral, independentemente das dimensões da peça.

A norma prevê ainda multa de R$ 5 mil a R$ 15 mil para os responsáveis, além da retirada imediata da propaganda considerada irregular.

A defesa petista havia argumentado que a estrutura correspondia à fixação da marca do Comitê Central de Campanha e que a peça possuía quatro metros quadrados, dentro do limite de tamanho previsto para determinadas formas de propaganda. A Justiça, no entanto, entendeu que a proibição está relacionada ao próprio uso do outdoor, e não apenas às dimensões da publicidade.

Além da retirada, o juiz determinou o encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral (MPE), que poderá analisar a eventual existência de abuso de poder econômico.

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