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Justiça de São Paulo rejeita ação contra senador que associou família de Moraes ao PCC

Justiça de São Paulo rejeita ação contra senador que associou família de Moraes ao PCC

TJSP concluiu que as declarações de Alessandro Vieira (MDB-SE) estão amparadas pela imunidade parlamentar e não estabelecem ligação com a facção criminosa PCC

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Gustavo Moreno/STF

A Justiça de São Paulo rejeitou uma ação movida pela família do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por difamação.

A esposa de Moraes, Viviane Barci, e os filhos Giulina Barci de Moraes e Alexandre Barci de Moraes, solicitavam uma indenização de R$ 60 mil sob o argumento de terem sido falsamente associados ao PCC (Primeiro Comando da Capital), pelo senador durante uma entrevista.

Vieira disse que havia circulação de recursos entre o PCC e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, vinculando a circulação, na sequência de sua fala, à contratação do escritório de advocacia da família do ministro Alexandre de Moraes pelo Banco Master.

Na sentença, o juiz Fabio de Souza Pimenta, da 32ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, concluiu que o parlamentar não associou os autores ao recebimento de recursos da organização criminosa PCC e que suas declarações estavam protegidas pela imunidade parlamentar material.

"Não há dúvida de que, se tivesse o requerido afirmado, de forma clara e inequívoca, que os autores teriam recebido valores do PCC, sem certeza da veracidade dessa informação e com dolo de causar dano à imagem dos autores, certamente estaria caracterizada situação a extrapolar a sua imunidade parlamentar, de modo a trazer lhe responsabilidade civil por danos morais que, sem nenhuma dúvida, estariam presentes, por macular a honra e o bom nome dos autores, em especial pela atividade advocatícia que exercem em inequívoco alto nível", declarou o magistrado.

O magistrado destacou ainda que não identificou dolo de ofender, difamar ou caluniar os autores, tampouco qualquer acusação de que eles teriam recebido recursos diretamente do PCC. Para o juiz, houve um “mal-entendido interpretativo” em relação ao alcance das declarações feitas pelo senador.

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