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Defesa de Moraes ao STF tem 44 páginas e apresenta erros de português

Defesa de Moraes ao STF tem 44 páginas e apresenta erros de português

Manifestação entregue ao Supremo contém problemas de concordância, pontuação e até grafia do nome WhatsApp

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Reprodução

A manifestação apresentada pelo ministro Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a investigação sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tem 44 páginas e 121 tópicos. Além dos argumentos utilizados pelo magistrado contra a apuração, o documento apresenta erros de português ao longo do texto.

Entre os problemas identificados estão erros de concordância, pontuação e grafia. Em um dos trechos, Moraes escreveu que “não existe diálogo, que pressupõem a existência de dois interlocutores”. Como o termo “diálogo” está no singular, o verbo deveria ser escrito como “pressupõe”.

Em outro trecho, aparece a expressão “mensagem realmente achadas”, com erro de concordância nominal. A palavra “mensagem”, no singular, não concorda com “achadas”, no plural.

O documento também apresenta duas grafias diferentes e incorretas para o aplicativo WhatsApp: “whatzap” e “WHATZAP”. A grafia oficial do nome da plataforma é “WhatsApp”.

Outro problema aparece quando o ministro escreve “bem como, incluí-lo”. Segundo análise publicada sobre o documento, a vírgula depois de “bem como” é inadequada nessa construção.

A manifestação também apresenta problemas de pontuação ao mencionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No trecho, o nome do senador deveria aparecer isolado por vírgulas por funcionar como aposto explicativo.

Além dos erros gramaticais, a extensão e o conteúdo da manifestação chamam atenção. Moraes menciona o ministro André Mendonça 52 vezes e utiliza a palavra “ilegal” 26 vezes ao contestar a atuação do colega no caso.

No documento, Moraes nega ter mantido diálogos com Daniel Vorcaro e classifica as supostas mensagens como “diálogos fantasiosos”. O ministro também acusa Mendonça de conduzir uma investigação com motivação político-eleitoral e pede o reconhecimento da nulidade do procedimento.

A manifestação foi encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, antes da sessão desta terça-feira (15), que analisa os elementos relacionados à investigação envolvendo Moraes e Vorcaro.

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