Decisão sobre extradição de Carla Zambelli para o Brasil é adiada pela justiça italiana para fevereiro
Corte de Roma alega necessidade de mais tempo para analisar condições de presídio brasileiro
Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados
A Corte de Apelação de Roma decidiu adiar a conclusão do julgamento do pedido de extradição da ex-parlamentar Carla Zambelli, requisitado pelo governo brasileiro. A ex-deputada federal, que renunciou ao cargo no mês passado, após o Supremo Tribunal Federal (STF) comunicar a perda do seu mandato, aguarda uma decisão desde dezembro. Com o adiamento, o caso deve ser retomado na primeira quinzena de fevereiro.
Conforme informações do jornal O Globo desta terça-feira (20), o julgamento de Carla Zambelli estava previsto para 18 de dezembro, porém foi adiado atendendo a uma solicitação da defesa, que pediu mais tempo para examinar e se manifestar sobre os documentos anexados pelas autoridades do Brasil sobre o sistema carcerário nacional.
Nesta terça-feira (20), o adiamento ocorreu por conta da insuficiência de tempo para análise da Corte de Apelação. Desde julho de 2025, Zambelli está no complexo penitenciário de Rebibbia, nas proximidades de Roma. Após passagem pela Apelação, caberá recurso da ex-deputada e do governo brasileiro à Corte de Cassação da Itália, independentemente do resultado. As informações são da Agência Brasil.
Para comprovar às autoridades italianas de que Carla Zambelli não corre riscos no sistema penitenciário brasileiro, o governo Lula enviou informações sobre em qual presídio ela seria detida caso fosse entregue ao Brasil pela Itália e como são as condições gerais das mulheres presas.
Segundo a documentação enviada pelo Itamaraty, se enviada ao Brasil, a ex-parlamentar deverá cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, na qual as internas do regime fechado, semiaberto e presas provisórias são separadas por “blocos distintos, assegurando a não convivência entre internas de regimes diversos”.
Durante a sessão desta terça-feira, a defesa de Zambelli solicitou mais informações sobre as condições da penitenciária. Além disso, também solicitou que Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prestasse depoimento à Justiça italiana.
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