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Com Alexandre de Moraes no alvo, André Mendonça ganha protagonismo no STF

Com Alexandre de Moraes no alvo, André Mendonça ganha protagonismo no STF

Ministro passou a conduzir inquéritos que podem atingir autoridades de diferentes espectros políticos e até integrantes da própria Corte

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Carlos Moura/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, passou a ocupar posição de destaque no cenário político após assumir a relatoria de duas investigações com potencial de atingir altas autoridades da República. Os inquéritos apuram supostas fraudes envolvendo o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Se o ministro Alexandre de Moraes se tornou uma das figuras mais temidas da política ao conduzir investigações que atingiram principalmente aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mendonça agora tem sob sua responsabilidade apurações que podem alcançar lideranças de diferentes espectros políticos.

Nos bastidores de Brasília, avalia-se que as investigações também podem envolver integrantes do próprio STF, como Moraes e Dias Toffoli, em razão de supostas conexões com o Banco Master e seu proprietário, o banqueiro Daniel Vorcaro.

O deputado federal Kim Kataguiri comentou o cenário ao afirmar que Mendonça “tem todas as armas na mão”, restando saber se irá utilizá-las.

Vorcaro foi preso preventivamente na quarta-feira (4), por decisão de Mendonça, cerca de três semanas após o ministro ter sido sorteado relator do inquérito, depois que Toffoli se declarou impedido de conduzir o caso.

Em Brasília, também circula a avaliação de que uma eventual prisão prolongada poderia levar o banqueiro a negociar um acordo de delação premiada com as autoridades.

Um possível acordo desse tipo é considerado sensível, já que mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes vieram à tona no mesmo dia da prisão do empresário. Os registros indicariam que o ministro trocou mensagens com o banqueiro no dia em que ele foi detido pela primeira vez.

Em uma das conversas, o empresário teria feito referência a uma tentativa de venda do Banco Master para o grupo Fictor. A operação, no entanto, não foi concretizada após o Banco Central do Brasil decidir pela liquidação da instituição financeira no mesmo dia da prisão de Vorcaro.

Segundo informações da investigação conduzida pela Polícia Federal, as mensagens eram trocadas de maneira a evitar registros diretos. Vorcaro escrevia textos no bloco de notas do celular, fazia capturas de tela e enviava as imagens com o recurso de visualização única.

Mesmo assim, os investigadores conseguiram recuperar os prints no celular apreendido do banqueiro e cruzar os horários das capturas com o envio das mensagens ao ministro.

As respostas de Moraes, no entanto, não puderam ser verificadas, pois também teriam sido enviadas por meio do recurso de visualização única e aparecem apagadas no aparelho apreendido.

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