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Novos rostos, mesma camisa pesada: os estreantes do Brasil na Copa do Mundo de 2026

Novos rostos, mesma camisa pesada: os estreantes do Brasil na Copa do Mundo de 2026

Seleção Brasileira chega ao Mundial com uma geração que mistura promessas, jogadores em ascensão na Europa e nomes que viverão a primeira experiência em Copas do Mundo

| Autor: João Victor Viana

Foto: @endrick, @rayann e @cunha

A Copa do Mundo de 2026 marca o início de uma nova fase para a Seleção Brasileira. Depois de alguns ciclos encerrados no último Mundial, no Catar, o Brasil passou por reformulações, trocas de comando e uma profunda renovação no elenco até chegar ao torneio disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a seleção terá caras novas que nunca disputaram uma Copa do Mundo, muitos deles protagonistas do Brasil ao longo das Eliminatórias e amistosos durante o ciclo.

A convocação final da Seleção Brasileira para 2026 conta com nomes jovens que explodiram recentemente no futebol europeu e outros que conseguiram fazer a tal “temporada dos sonhos” e carimbar a vaga no Mundial. Entre eles, alguns chegam como titulares, outros aparecem como apostas para mudar jogos e ser o futuro da Amarelinha.

Wesley - Lateral direito

A lateral-direita foi e continua sendo uma das posições mais críticas durante o ciclo, porém, Wesley apareceu como uma solução construída ao longo das convocações. O jogador cresceu muito taticamente durante a temporada europeia, onde atua pela Roma, da Itália, e ganhou destaque pela força física, velocidade e apoio ofensivo.

Ancelotti enxergou em Wesley um lateral no perfil moderno, capaz de dar profundidade ao ataque, mas sem comprometer o sistema defensivo, além de poder atuar pelo lado esquerdo, como é frequentemente utilizado na Roma. Com apenas 22 anos, Wesley tem tudo para ser o nome da lateral direita do Brasil por algum tempo.

Gabriel Magalhães - Zagueiro

Recém-campeão da Premier League (Campeonato Inglês) e finalista da UEFA Champions League, Gabriel Magalhães passou algumas temporadas entre os melhores zagueiros da Premier League e agora poderá disputar sua primeira Copa do Mundo. Ele chega ao Torneio vivendo talvez o auge da sua carreira, se tornando referência defensiva no Arsenal e vindo de temporadas de alto nível na Inglaterra.

Forte fisicamente, dominante no jogo aéreo e com uma boa saída de bola, o defensor se tornou peça importante da renovação defensiva da Seleção Brasileira. Sua estreia em Copas acontece em um momento em que o Brasil não tinha um zagueiro pela esquerda com “status” de titular absoluto, além de desconfianças em zagas passadas.

Douglas Santos, Ibañez e Léo Pereira - Lateral esquerdo e Zagueiros

A tão esperada reformulação defensiva também abriu espaço para três rostos novos. Douglas Santos (Zenit), Ibañez (Al-Ahli) e Léo Pereira (Flamengo) chegam ao Mundial depois de temporadas consistentes em seus clubes e representam alternativas importantes para o sistema defensivo brasileiro.

Douglas Santos, que foi convocado pela primeira vez em 2013, quando atuava pelo Náutico, fez parte do primeiro ouro olímpico do Brasil em 2016. Após isso, nunca mais havia sido convocado novamente, até setembro de 2025, quando Carlo Ancelotti o chamou para jogos das Eliminatórias.

Ibañez já tinha sido convocado algumas vezes, mas não era o nome que o torcedor brasileiro pensava quando se falava na zaga da Seleção. Com 27 anos, ele ganhou oportunidade pela imposição física, intensidade nos duelos e pela versatilidade, podendo atuar nas três posições de defesa.

Já Léo Pereira foi convocado após anos de regularidades no futebol brasileiro. Atualmente com 30 anos e vivendo grande fase no Flamengo, Léo garantiu vaga na lista final de Carlo Ancelotti.

Danilo Santos - Meio Campista

Entre os estreantes, Danilo talvez seja um dos casos mais simbólicos do ciclo. O baiano iniciou a temporada muito bem pelo Botafogo, chegando a disputar a artilharia do Campeonato Brasileiro em determinado momento. O meio-campista ganhou espaço após os últimos jogos da Seleção, nos quais ele foi muito bem, demonstrando intensidade, marcação forte, mas também qualidade ofensiva.

Matheus Cunha - Atacante

Outro estreante que chega em boa fase é Matheus Cunha. Depois de boas temporadas pelo Wolverhampton, transferiu-se para o Manchester United, onde encontrou regularidade técnica e tática suficiente para se tornar peça importante da Seleção. Versátil, Cunha pode atuar tanto como um meia armador, um ponta, falso nove ou de centroavante. Além da versatilidade, ganha destaque também sua intensidade e boa movimentação nas partidas.

Durante o ciclo, o camisa 10 do Manchester United aproveitou a ausência de um centroavante absoluto para se firmar entre os 26 convocados da lista final. Em muitos momentos, foi utilizado como falso nove, ajudando na construção ofensiva e oferecendo mobilidade ao setor. A temporada em alto nível no futebol inglês ajudou a carimbar sua presença no Mundial.

Rayan - Atacante

Revelado pelo Vasco da Gama, Rayan surge como o nome mais jovem da lista. O ponta chamou atenção ainda nas categorias de base do clube carioca e seu crescimento foi rápido nos últimos meses, ganhando espaço no futebol europeu após se transferir para o Bournemouth, da Inglaterra.

A velocidade, o drible e o chute de média a longa distância fizeram com que Rayan ganhasse oportunidade na reta final do ciclo. Mesmo sem grande experiência internacional, o jovem chega à Copa como uma das apostas mais ousadas de Ancelotti.

Luiz Henrique - Atacante

Depois de anos sendo apontado como um jogador de enorme potencial, Luiz Henrique se encontrou jogando no futebol europeu. O atacante vive uma temporada boa no Zenit, da Rússia, mostrando evolução física, maturidade tática e maior participação em gols.

Canhoto, veloz e habilidoso no um contra um, virou uma alternativa importante pelos lados do campo, principalmente após a lesão de Estevão, que possivelmente seria o titular na ponta direita da seleção, vaga que deve ficar para Luiz Henrique. Na Seleção Brasileira, ganhou espaço principalmente pela agressividade ofensiva e capacidade de quebrar linhas defensivas em jogos mais travados.

Igor Thiago - Centroavante

Entre os estreantes, o nome de Igor Thiago talvez seja o que o torcedor menos ouviu falar. Porém, se antes você não o conhecia, agora é dever conhecê-lo. Igor foi o vice-artilheiro da Premier League, com 22 gols, e aproveitou a convocação em um momento que o Brasil buscava um “homem gol”.

Endrick - Atacante / Centroavante

Dentre todos os estreantes, talvez nenhum carregue tanta expectativa quanto Endrick. A promessa chegou ao futebol europeu cercada de enorme pressão ainda muito jovem, mas transformou a temporada 25/26 na volta por cima. Depois da oscilação normal por conta da idade no Real Madrid, Endrick foi por empréstimo ao Lyon, da França, onde ganhou sequência, amadurecimento e passou a ter o carinho dos torcedores franceses.

Já na Seleção, o atacante foi crescendo aos poucos. Com gols e sua personalidade em jogos grandes, fez com que ele deixasse de ser apenas uma “joia para o futuro” para virar realidade. Com apenas 19 anos, chega à sua primeira Copa do Mundo como uma das esperanças para trazer o hexa.

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