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Brasil registra casos preocupantes de mpox; veja sintomas, formas de transmissão e prevenção

Brasil registra casos preocupantes de mpox; veja sintomas, formas de transmissão e prevenção

Doença viral conhecida anteriormente como “varíola dos macacos” tem casos confirmados em sete unidades federativas, segundo o Ministério da Saúde

| Autor: Bruno Oliveira

Foto: Divulgação

Nas últimas semanas, o Brasil voltou a registrar aumento nos casos de mpox, infecção viral anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”. Conforme dados oficiais do Ministério da Saúde, já são 88 casos confirmados no país neste ano, distribuídos por unidades federativas como São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal.

A mpox é causada pelo vírus mpox, integrante da família Orthopoxvirus. Ele é relacionado ao vírus da varíola, mas não é o mesmo agente infeccioso responsável pela varíola humana e apresenta, historicamente, letalidade significativamente menor nas formas mais comuns identificadas globalmente.

Os sintomas geralmente surgem entre 3 e 21 dias após a exposição ao vírus e podem persistir por várias semanas.

Entre os principais sinais estão:

  • Erupções cutâneas com bolhas ou feridas, que podem aparecer em qualquer parte do corpo, incluindo rosto, mãos, pés e regiões genitais;
  • Febre alta e mal-estar geral;
  • Dores musculares e nas costas;
  • Inchaço dos linfonodos (ínguas);
  • Dor de cabeça, fadiga e dor de garganta.

Embora reservatórios animais ainda não estejam completamente esclarecidos, a transmissão entre pessoas é atualmente a principal forma de propagação da doença.

A infecção pode ocorrer por:

  • Contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou crostas de pessoas infectadas;
  • Contato físico íntimo ou prolongado com alguém sintomático;
  • Materiais contaminados, como roupas, toalhas e objetos pessoais;
  • Gotículas respiratórias, em situações de contato muito próximo e prolongado.

Especialistas destacam que a transmissão se dá predominantemente por contato físico direto e prolongado, diferentemente de vírus respiratórios altamente transmissíveis, como os da gripe ou da covid-19.

Embora seja considerada contagiosa, a mpox não apresenta o mesmo padrão de disseminação aérea de longo alcance. Não há uma taxa única de contágio amplamente estabelecida, como o R? da covid-19, mas a propagação está associada a interações próximas com pessoas infectadas ou materiais contaminados.

Como se prevenir

  • Para reduzir o risco de contágio, autoridades de saúde recomendam:
  • Lavar as mãos com frequência com água e sabão;
  • Evitar contato físico íntimo ou próximo com pessoas que apresentem sintomas;
  • Não compartilhar roupas ou objetos pessoais;
  • Procurar atendimento médico ao primeiro sinal de sintomas sugestivos.

Até o momento, não há um tratamento específico amplamente indicado para todos os casos. Antivirais como o tecovirimat vêm sendo avaliados e podem ser autorizados em situações específicas, conforme orientação médica e protocolos sanitários.

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