Votos de Fachin e Cármen Lúcia surpreendem Mendonça em julgamento sobre CPMI do INSS
Ministro afirmou que esperava apoio de Fachin e Cármen Lúcia, mas plenário derrubou liminar e encerrou investigações por 8 a 2
Foto: Divulgação
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, demonstrou surpresa durante o julgamento no plenário da Corte que decidiu pelo fim da CPMI do INSS.
Segundo informações da imprensa, Mendonça afirmou que esperava que o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia votassem com ele a favor da prorrogação das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no Congresso Nacional.
No entanto, os ministros divergiram do relator e se manifestaram pela conclusão dos trabalhos da comissão. Na votação, apenas o ministro Luiz Fux acompanhou o voto de André Mendonça, e a tese defendida por ele acabou derrotada.
Mendonça reconheceu que Fachin e Cármen Lúcia apresentaram bons argumentos. Ele também admitiu que o tema envolvendo prorrogações de CPIs não é “preto no branco”, ou seja, permite diferentes interpretações.
O julgamento terminou com placar de 8 votos a 2 contra a prorrogação da CPMI do INSS. Com a decisão, o Supremo derrubou a liminar que havia sido concedida anteriormente pelo próprio ministro André Mendonça.
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