Leandro de Jesus reage após Moraes determinar depoimento na PF e afirma: “Não vou recuar”
Deputado baiano disse que ainda não sabe os motivos da decisão de Alexandre de Moraes e afirmou que vai buscar entender o caso
Foto: Montagem - Equipe Varela Net
O deputado estadual e candidato a deputado federal Leandro de Jesus (PL-BA) reagiu à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele preste depoimento à Polícia Federal. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que ainda não sabe quais foram as motivações da decisão, mas garantiu que não pretende recuar.
“Alexandre de Moraes manda a Polícia Federal me investigar. (…) Já fiz aqui uma apuração inicial e, de fato, saiu esta decisão do Moraes. Ainda não sei as motivações, vou me aprofundar sobre o que está acontecendo”, declarou.
Leandro também criticou a atuação de Moraes e afirmou considerar que o Judiciário tem sido utilizado como ferramenta de perseguição política. Sem apresentar novos elementos sobre o caso, o deputado disse que a decisão não o surpreende diante do que, segundo ele, ocorreu nos últimos anos.
“Perseguições, pessoas inocentes presas e a utilização do Judiciário como ferramenta de perseguição política. Para mim, não é surpresa, agora está na mira também do Moraes”, afirmou.
Na sequência, o parlamentar mandou um recado aos eleitores e apoiadores. “Não vou recuar. Vou seguir cumprindo aquilo que, de fato, a Constituição me garante como cidadão e, sobretudo, defendendo aquilo que é importante para o nosso Brasil”, disse.
A determinação de Moraes ocorreu após Leandro de Jesus pedir a abertura de uma investigação criminal contra o também ministro do STF Flávio Dino e o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Marco Edson Gonçalves Dias, por suposta “omissão imprópria” durante os atos de 8 de janeiro de 2023.
Segundo a decisão, Moraes entendeu que a representação apresentada pelo deputado poderia, em tese, configurar o crime de comunicação falsa de crime ou de contravenção, previsto no artigo 340 do Código Penal. O ministro rejeitou o pedido de investigação contra Dino e Gonçalves Dias e determinou que Leandro seja ouvido pela Polícia Federal no prazo de 15 dias.
Ao comentar o caso, Leandro afirmou que pretende buscar mais informações antes de se manifestar novamente. “Assim que eu tiver maiores notícias sobre o porquê desta perseguição contra a minha pessoa, trarei aqui mais informações para vocês”, declarou.
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