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Flávio Bolsonaro critica decisão de Dino sobre PF e acusa STF de interferir nas eleições

Flávio Bolsonaro critica decisão de Dino sobre PF e acusa STF de interferir nas eleições

Candidato do PL também cobrou reação de Edson Fachin e afirmou que o Brasil está “sem comando” durante agenda em Juiz de Fora

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Flávio Bolsonaro/Flickr / Gustavo Moreno/STF

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, criticou nesta quarta-feira (9), durante agenda de campanha em Juiz de Fora (MG), a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). O senador acusou o magistrado de atuar em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que decisões recentes do Supremo estariam interferindo no processo eleitoral.

“Eu não sou parte do processo, mas está todo mundo vendo que o ex-ministro do Lula, que é o Flávio Dino, ele não tem processo para julgar, ele tem causa para defender que é a causa do Lula. O Brasil virou a várzea com o que está acontecendo, perderam qualquer pudor de tomar decisões contra o Supremo, contra a Constituição para se protegerem”, declarou.

Flávio também afirmou que a decisão de Dino teria como objetivo interferir nas eleições de 2026. Segundo o candidato, o cenário demonstra uma falta de comando no país. “Então é obviamente que todas as decisões que são tomadas, ainda mais essa do Flávio Dino da forma que foi, é claro que é para interferir nas eleições. Não adianta a gente estar aqui fazendo a nossa parte, por isso que eu digo que o Brasil hoje está sem comando, o Brasil está sem presidente”, disse.

Durante a agenda, o senador também cobrou uma reação do presidente do STF, Edson Fachin. Flávio defendeu que Fachin suspenda a liminar concedida por Dino e convoque uma sessão plenária para discutir o caso.

“Espero, sinceramente, que o presidente do Supremo, Edson Fachin, imediatamente, hoje ainda, tome alguma decisão, começando por suspender essa liminar dada pelo Flávio Dino, e convoque imediatamente uma sessão plenária para que se decida sobre essas questões que estão em aberto, de forma pública, aberta, transparente, porque o Brasil precisa saber que quem tem que resolver as eleições é o povo brasileiro, não é o Supremo”, afirmou.

A decisão de Dino foi tomada nesta quarta-feira e determinou o retorno imediato de Andrei Rodrigues à direção-geral da PF e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial. A medida suspendeu a determinação do ministro André Mendonça, que havia afastado preventivamente os dois delegados um dia antes, após pedido do Partido Novo.

Mendonça havia justificado o afastamento com a alegação de que integrantes da cúpula da PF teriam realizado monitoramento ilegal contra ele e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias. Dino, por outro lado, questionou a legitimidade do Partido Novo para pedir medidas cautelares em um processo penal e afirmou que a paralisação da atividade de inteligência da PF poderia prejudicar investigações conduzidas sob a supervisão de outros ministros do Supremo.

A decisão de Dino foi provocada por um recurso apresentado pela defesa de Andrei Rodrigues, que argumentou que o afastamento poderia comprometer investigações em andamento. Entre os casos citados estão apurações relacionadas ao filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, e outras investigações consideradas relevantes pela Polícia Federal, como a do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Flávio Bolsonaro também acusou Lula de utilizar a Polícia Federal para perseguir adversários políticos. A corporação investiga o destino de recursos enviados pelo banqueiro Daniel Vorcaro que teriam sido destinados ao financiamento do filme “Dark Horse”. O senador ainda criticou Flávio Dino e o ministro Cristiano Zanin, afirmando que os dois estariam atuando contra seu pai.

A passagem por Juiz de Fora também teve peso político para a campanha de Flávio. A cidade foi palco, em 2018, do ataque contra Jair Bolsonaro, que levou uma facada durante um ato de campanha. Esta é a segunda visita de Flávio a Minas Gerais desde o início da campanha presidencial. A ida anterior a Juiz de Fora chegou a ser planejada, mas foi cancelada em razão do mau tempo.

Durante a agenda, o candidato também destacou a importância eleitoral de Minas Gerais, estado que possui o segundo maior eleitorado do país, com cerca de 16,3 milhões de eleitores. “Tradicionalmente, quem ganha em Minas ganha no Brasil”, afirmou.

Pesquisa Quaest divulgada na terça-feira (8) apontou empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula em um eventual segundo turno em Minas Gerais. O levantamento mostrou Flávio com 40% das intenções de voto, contra 37% de Lula, dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

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