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Flávio Bolsonaro acusa GloboNews de potencializar fake news sobre Nossa Senhora Aparecida

Flávio Bolsonaro acusa GloboNews de potencializar fake news sobre Nossa Senhora Aparecida

Candidato à Presidência afirmou que emissora contribuiu para a circulação de uma informação falsa e cobrou uma retratação durante horário de maior audiência

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou a GloboNews de ter “potencializado fake news” após a circulação nas redes sociais de informações que atribuíam a ele um suposto plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Em vídeo divulgado nesta sexta-feira (25), o senador negou que tenha apoiado qualquer proposta nesse sentido e cobrou uma retratação da emissora.

“Essa foi uma fake news que, infelizmente, foi potencializada pela GloboNews. É uma mentira, de que eu teria apoiado algum projeto que fosse retirar Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil”, afirmou Flávio. O candidato disse ainda esperar que a correção seja feita em um horário de maior audiência. Segundo ele, não existe projeto de sua autoria ou iniciativa em andamento com esse objetivo.

A repercussão começou após trechos de um comentário exibido no programa “Em Pauta”, da GloboNews, serem compartilhados nas redes sociais fora de contexto. As publicações passaram a afirmar que Flávio estaria articulando ou apoiando uma mudança no título de Nossa Senhora Aparecida, classificando a suposta medida como um ataque aos católicos. A CNN informou que não houve declaração do candidato defendendo essa alteração.

A proposta citada nas redes, na realidade, é o Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli. O texto pretendia alterar a legislação do feriado de 12 de outubro para substituir a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O projeto foi arquivado pela Câmara dos Deputados em 22 de agosto de 2008, após parecer pela rejeição.

A GloboNews fez uma correção durante a Edição da Meia-Noite. O canal informou que trechos do comentário haviam sido distorcidos nas redes sociais e pediu desculpas pela informação divulgada. A correção também esclareceu que o projeto mencionado era de 2007 e já havia sido arquivado.

A equipe de Flávio avalia levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a CNN, integrantes da campanha passaram a tentar identificar os perfis responsáveis pela origem das publicações e consideraram que a repercussão poderia provocar uma disputa em torno de questões religiosas durante a campanha. Uma eventual medida judicial ainda está em análise.

O episódio também ocorreu em meio a outras discussões envolvendo religião na campanha. Há cerca de um mês, Flávio afirmou que, caso fosse eleito, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. Na ocasião, ao justificar a ausência em um debate da Band, disse que queria debater com quem não acreditasse em Deus. O candidato se declara evangélico e também afirmou, no vídeo desta sexta, respeitar diferentes religiões e pessoas que não possuem religião.

Nos últimos dias, um vídeo divulgado por bispos católicos da Amazônia, com orientações aos eleitores e defesa da democracia, também foi associado nas redes sociais à discussão sobre religião e eleições. A partir desse contexto, surgiu a interpretação de que setores da Igreja Católica estariam preocupados com uma eventual mudança no título de Nossa Senhora Aparecida caso Flávio fosse eleito. A associação, porém, não corresponde ao conteúdo do projeto de 2007 nem estabelece relação entre a proposta e o candidato.

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