Zelensky aceita proposta de Lula para buscar avanço nas negociações de paz com a Rússia
Presidente da Ucrânia concordou em discutir iniciativas diplomáticas sugeridas pelo líder brasileiro durante encontro realizado na cúpula do G7.

Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, aceitou uma proposta apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar impulsionar as negociações de paz com a Rússia. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (19) por Dmytro Lytvyn, assessor de comunicação da Presidência ucraniana.
A conversa entre os dois líderes aconteceu na última quarta-feira (17), durante a cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França. O encontro marcou mais um capítulo das tentativas diplomáticas de buscar alternativas para encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura mais de quatro anos.
Segundo o governo ucraniano, Lula e Zelensky discutiram possíveis caminhos para retomar o diálogo diplomático e ampliar os esforços internacionais por uma solução negociada para a guerra.
Entre as ideias apresentadas pelo presidente brasileiro está a articulação com os membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), buscando criar um ambiente favorável para novas negociações entre as partes envolvidas no conflito.
"Eles concordaram que, em particular, com base nessas ideias e contatos, tentariam alcançar algo e, posteriormente, discutiriam o assunto com base nos resultados", afirmou Dmytro Lytvyn ao comentar o encontro.
Durante a reunião, Zelensky também voltou a defender que os países aliados aumentem a pressão sobre a Rússia para encerrar a guerra. A Ucrânia mantém relações diplomáticas próximas com Estados Unidos, França e Reino Unido, três dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Além deles, o grupo é composto por Rússia e China, países considerados peças-chave em qualquer tentativa de avanço nas negociações de paz.
Nos últimos anos, Lula tem defendido uma solução diplomática para o conflito e buscado ampliar o papel do Brasil como interlocutor em discussões internacionais relacionadas à guerra. A sinalização positiva de Zelensky é vista como um passo para futuras conversas envolvendo atores internacionais com influência direta sobre o conflito.
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