NotíciasJustiçaPolicial penal não tentou se matar após assassinar empresária em hotel, diz MP ao detalhar o caso

Policial penal não tentou se matar após assassinar empresária em hotel, diz MP ao detalhar o caso

Investigação aponta que empresária e estudante de Direito Flávia Barros foi executada dentro de hotel em Aracaju

| Autor: Redação - Varela Net
Policial penal não tentou se matar após assassinar empresária em hotel, diz MP ao detalhar o caso

Foto: Divulgação

O Ministério Público de Sergipe (MP-SE) afirmou, em coletiva realizada nesta terça-feira (26), que as investigações sobre o feminicídio da empresária e estudante de Direito Flávia Barros, ocorrido em março em um hotel de Aracaju, concluíram que o autor do crime, o ex-diretor de um conjunto penal Tiago Sóstenes, não tentou tirar a própria vida. Segundo o órgão, os ferimentos sofridos por ele teriam sido causados por estilhaços e ricochetes dos disparos.

A promotora de Justiça Luciana Duarte declarou:

“Tiago Sóstenes não tentou tirar a própria vida. Ele foi atingido inclusive de forma superficial na cabeça por tiros que ricochetearam em outros alvos. Essa alegação de que ele estava absolutamente abalado e que, portanto, acabou tentando tirar a própria vida cai por terra com base nas provas que até o momento foram produzidas”.

Ainda durante a entrevista, o Ministério Público afirmou que as circunstâncias do crime indicam que a vítima estava deitada na cama quando foi executada.

Dados extraídos dos celulares dos envolvidos comprovaram, segundo a investigação, que a vítima vivia um relacionamento abusivo com o policial penal. As mensagens indicam que a estudante já havia sofrido episódios anteriores de violência.

O Ministério Público pede a condenação do suspeito pelo crime de feminicídio, cuja pena máxima pode chegar a 40 anos de prisão, além da incidência de duas causas de aumento de pena.

“A pena tem que ser rigorosa nesse caso, não só por se tratar de feminicídio, mas um feminicídio com circunstâncias que agravam absolutamente o crime, como o fato dele ser agente da segurança pública, fazer uso de uma arma funcional, por ele ter encurralado a vítima no quarto, atirado nela sem possibilidade de defesa motivado e imbuído com essa questão de gênero”, completou a promotora Luciana Duarte.

Durante a coletiva, as promotoras exibiram imagens de câmeras de segurança que mostram o momento anterior à ação do policial penal. Nas gravações, ele chega ao hotel após a vítima, arromba a porta do quarto e atira contra ela.

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