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Justiça nega novo recurso de Tifanny Abreu e mantém jogadora fora da Superliga Feminina

Decisão da 14ª Vara Cível do Rio de Janeiro é a terceira derrota judicial e desportiva da jogadora na tentativa de reverter o impedimento imposto pela CBV

| Autor: Redação - Varela Net
Justiça nega novo recurso de Tifanny Abreu e mantém jogadora fora da Superliga Feminina

Foto: Redes Sociais

A jogadora Tifanny Abreu sofreu mais um revés na Justiça nesta sexta-feira (6) e continuará impedida de disputar a Superliga Feminina de Vôlei. A 14ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro negou um novo pedido de liminar apresentado pela defesa da oposta do Osasco, que tenta reverter a decisão da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) que a retirou das competições nacionais.

Ao justificar a decisão, a magistrada afirmou que a insatisfação da atleta com o resultado do julgamento na Justiça Desportiva não é suficiente para suspender seus efeitos. “A mera discordância da parte autora quanto ao resultado do julgamento proferido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Mandado de Garantia nº 002/2026, não constitui, por si só, fundamento suficiente para justificar a suspensão de seus efeitos”, declarou.

Com o novo indeferimento, Tifanny acumula três decisões desfavoráveis na disputa para recuperar sua condição de jogo. A ação apresentada pela atleta, no entanto, continuará em tramitação na Justiça comum.

A primeira decisão favorável a Tifanny ocorreu em 16 de outubro, quando a Justiça concedeu uma liminar que autorizava sua participação na Supercopa e na Superliga Feminina. Com a autorização, a jogadora entrou em quadra na final da Supercopa contra o Praia Clube, marcou 15 pontos e recebeu o Troféu VivaVôlei. O Osasco venceu por 3 sets a 0 e conquistou o título.

A situação mudou em 23 de outubro, quando o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a liminar. No mesmo dia, o Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol (STJD) rejeitou, por unanimidade, o pedido apresentado pela defesa da atleta.

Agora, a nova decisão da 14ª Vara Cível mantém os efeitos do julgamento desportivo e impede Tifanny de disputar a Superliga Feminina 2026/27.

O caso começou em agosto, quando a CBV anunciou uma nova política de elegibilidade para as competições femininas. Pelas regras, a participação é restrita a atletas que atendam aos critérios estabelecidos pela entidade, que incluem a apresentação de um teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento sexual masculino.

A defesa de Tifanny questiona a mudança e argumenta que a aplicação das novas regras viola direitos anteriormente reconhecidos à jogadora, como segurança jurídica, confiança legítima e exercício profissional. Os advogados também contestam a ausência de um período de transição e o uso do marcador genético como critério de elegibilidade.

A CBV, por sua vez, afirma que a política é uma norma geral, aplicada igualmente às atletas e alinhada às diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

Aos 41 anos, Tifanny disputa a Superliga desde 2017 e está em sua sexta temporada pelo Osasco. Ela foi a primeira mulher trans a atuar na elite do vôlei feminino brasileiro, após receber autorização da Federação Internacional de Voleibol.

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