Guns n' Roses faz show histórico na Fonte Nova e prova que grandes bandas devem colocar Salvador no radar
Evento teve mais de três horas de duração e emocionou fãs de todas as idades presentes na Arena

Axl Rose, Slash e Duff McKagan, membros mais antigos do Guns n' Roses |Foto: Divulgação
Histórica. Este é a palavra que melhor define a apresentação do Guns n' Roses na Arena Fonte Nova nesta quarta-feira (15). Ao lado dos Raimundos, as bandas marcaram a noite de Salvador e trouxeram de volta uma essência que nunca deve se perder na Cidade da Música: o rock.
Responsáveis por abrir a noite, os Raimundos aqueceram o público com um set direto e enérgico, misturando irreverência, elementos da música nordestina e peso nos acordes em doses certeiras. A banda apostou em clássicos do repertório, como “A Mais Pedida˜, ˜I Saw You Saying˜ e “Me Lambe”, mas quem roubou a cena foi "Mulher de Fases". O clássico, que completa 27 anos no dia 27 de maio, foi cantado a plenos pulmões e acompanhado por um show de luzes das plateias, o qual emocionou o vocalista e guitarrista Digão.
Pouco tempo depois, o Guns n' Roses subiu no palco ao som de Welcome to the Jungle, levando a plateia à loucura com os riffs do lendário guitarrista Slash, os graves do baixista Duff McKagan e os vocais clássicos de Axl Rose, que já não tem mais o mesmo alcance vocal de três décadas atrás, mas ainda impressiona com tanta energia e presença de palco aos 64 anos de idade.
O repertório, que contou com 26 músicas e mais de três horas de show, teve grandes sucessos como November Rain, Patience, Paradise City, Don't Cry e claro, Sweet Child O' Mine, cantada em uníssono por quem estava na Fonte Nova. Outros momentos como os covers de Live and Let Die e Knockin on Heaven's Door também foram pontos altos da noite.
Entre o público, diversas geraçóes marcaram presença. Tanto "quarentões" - que cresceram ouvindo os vocais impressionantes de Axl e os solos angelicais de Slash - quanto pessoas mais jovens, as quais se apaixonaram pelo estilo musical, estiveram presentes na plateia. Um deles foi Pedro, um jovem soteropolitano que relatou a emoção de ver seus ídolos ao vivo pela primeira vez:
"Emoção lá em cima. Estávamos esperando desde dezembro. A gente percebe que artistas internacionais não vêm muito para o Nordeste, mas o Guns está vindo para Salvador, São Luís, Belém, Fortaleza. É um movimento que incentiva a cultura do rock nordestino."
E Pedro não poderia ser mais feliz em sua colocação: o sucesso do show do Guns n' Roses em Salvador precisa criar uma pulga atrás da orelha dos empresários dos grandes nomes internacionais. A capital baiana já demonstrou ter estrutura para receber os artistas, além de possuir uma legião fiel de fãs que fará o possível para prestigiar seus ídolos e lotará onde quer que seja. Este que vos escreve se inclui na equação.
Em uma cidade conhecida por sua diversidade musical, o encontro com o hard rock mostrou a força universal do gênero. Salvador respondeu à altura, transformando o show em uma experiência coletiva intensa e memorável. Ao final, ficou evidente que, mesmo após décadas de carreira, o Guns N’ Roses segue relevante e capaz de mobilizar multidões com a mesma força de seus tempos áureos.
Varela Net agora mais perto de você: receba as notícias em tempo real no seu WhatsApp clicando aqui.


