NotíciasExclusivasGuns n' Roses faz show histórico na Fonte Nova e prova que grandes bandas devem colocar Salvador no radar

Guns n' Roses faz show histórico na Fonte Nova e prova que grandes bandas devem colocar Salvador no radar

Evento teve mais de três horas de duração e emocionou fãs de todas as idades presentes na Arena

| Autor: Antonio Marzaro
Axl Rose, Slash e Duff McKagan, membros mais antigos do Guns n' Roses

Axl Rose, Slash e Duff McKagan, membros mais antigos do Guns n' Roses |Foto: Divulgação

Histórica. Este é a palavra que melhor define a apresentação do Guns n' Roses na Arena Fonte Nova nesta quarta-feira (15). Ao lado dos Raimundos, as bandas marcaram a noite de Salvador e trouxeram de volta uma essência que nunca deve se perder na Cidade da Música: o rock. 

Responsáveis por abrir a noite, os Raimundos aqueceram o público com um set direto e enérgico, misturando irreverência, elementos da música nordestina e peso nos acordes em doses certeiras. A banda apostou em clássicos do repertório, como “A Mais Pedida˜, ˜I Saw You Saying˜ e “Me Lambe”, mas quem roubou a cena foi "Mulher de Fases". O clássico, que completa 27 anos no dia 27 de maio, foi cantado a plenos pulmões e acompanhado por um show de luzes das plateias, o qual emocionou o vocalista e guitarrista Digão.

Pouco tempo depois, o Guns n' Roses subiu no palco ao som de Welcome to the Jungle, levando a plateia à loucura com os riffs do lendário guitarrista Slash, os graves do baixista Duff McKagan e os vocais clássicos de Axl Rose, que já não tem mais o mesmo alcance vocal de três décadas atrás, mas ainda impressiona com tanta energia e presença de palco aos 64 anos de idade.

O repertório, que contou com 26 músicas e mais de três horas de show, teve grandes sucessos como November Rain, Patience, Paradise City, Don't Cry e claro, Sweet Child O' Mine, cantada em uníssono por quem estava na Fonte Nova. Outros momentos como os covers de Live and Let DieKnockin on Heaven's Door também foram pontos altos da noite. 

Entre o público, diversas geraçóes marcaram presença. Tanto "quarentões" - que cresceram ouvindo os vocais impressionantes de Axl e os solos angelicais de Slash - quanto pessoas mais jovens, as quais se apaixonaram pelo estilo musical, estiveram presentes na plateia. Um deles foi Pedro, um jovem soteropolitano que relatou a emoção de ver seus ídolos ao vivo pela primeira vez:

"Emoção lá em cima. Estávamos esperando desde dezembro. A gente percebe que artistas internacionais não vêm muito para o Nordeste, mas o Guns está vindo para Salvador, São Luís, Belém, Fortaleza. É um movimento que incentiva a cultura do rock nordestino."

E Pedro não poderia ser mais feliz em sua colocação: o sucesso do show do Guns n' Roses em Salvador precisa criar uma pulga atrás da orelha dos empresários dos grandes nomes internacionais. A capital baiana já demonstrou ter estrutura para receber os artistas, além de possuir uma legião fiel de fãs que fará o possível para prestigiar seus ídolos e lotará onde quer que seja. Este que vos escreve se inclui na equação.

Em uma cidade conhecida por sua diversidade musical, o encontro com o hard rock mostrou a força universal do gênero. Salvador respondeu à altura, transformando o show em uma experiência coletiva intensa e memorável. Ao final, ficou evidente que, mesmo após décadas de carreira, o Guns N’ Roses segue relevante e capaz de mobilizar multidões com a mesma força de seus tempos áureos.

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