Flávio Bolsonaro chama operação contra Mário Frias de “terceira facada” e acusa Flávio Dino
Senador relacionou ação desta quinta-feira a uma decisão recente do ministro e afirmou que há motivação política contra aliados de Jair Bolsonaro

Foto: Flickr/Flávio Bolsonaro/ Victor Piemonte/STF
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como a “terceira facada” a operação da Polícia Federal que tem entre os alvos o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e pessoas ligadas ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A operação foi deflagrada nesta quinta-feira (10) e autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio Bolsonaro relacionou a operação à decisão tomada por Dino na quarta-feira (9), que recolocou Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal. O senador acusou o ministro de promover perseguição contra adversários do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Ontem, uma decisão do ex-ministro da Justiça do Lula, Flávio Dino, deu uma canetada e recolocou o Andrei Rodrigues, do Lula, na Polícia Federal. Hoje, menos de 24 horas depois, a Polícia Federal do Lula deflagrou uma operação contra adversários políticos”, afirmou.
Durante a gravação, Flávio também disse que a operação teria motivação política e afirmou que sua campanha passou Lula nas pesquisas. “O fundamento político está muito claro. A gente passou o Lula nas pesquisas oficiais deles e eles estão desesperados”, declarou.
Batizada de Make Up, a operação cumpre 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados e no Distrito Federal. Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido destinados a organizações ligadas ao projeto do filme “Dark Horse”.
Mário Frias, que atua como roteirista e produtor-executivo da obra, e a produtora Karina Gama estão entre os alvos da ação. A PF investiga indícios de uma possível organização criminosa formada por agentes públicos e privados, além de suspeitas de direcionamento de recursos para empresas subcontratadas de maneira irregular e sem comprovação dos serviços prestados.
Entre os crimes investigados estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes relacionados a licitações.
Na sequência do vídeo, Flávio Bolsonaro também criticou a atuação de ministros do STF e afirmou que o governo Lula estaria utilizando integrantes da Corte para perseguir adversários. “A campanha, gente, não é mais entre o Lula e eu. É sobre o Brasil que nós queremos”, disse.
O senador ainda afirmou que não pretende recuar diante do que classificou como perseguição política e declarou que, caso seja eleito presidente, pretende “proteger as instituições e resgatar a democracia”.
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