Brasil celebra 5 anos da vacinação contra a Covid-19 com reflexões sobre a pandemia e os avanços da imunização
No sábado (17), completam-se cinco anos desde que a primeira brasileira recebeu a vacina contra a Covid-19, marco na luta contra a pandemia.

Seringa e vacina |Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Neste sábado (17), o Brasil completa cinco anos da aplicação da primeira dose de vacina contra a Covid-19. Em 17 de janeiro de 2021, a enfermeira Mônica Calazans tornou-se a primeira pessoa vacinada no país, ao receber o imunizante CoronaVac no Hospital das Clínicas, em São Paulo, poucas horas após a autorização emergencial concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O momento foi transmitido ao vivo e simbolizou o início da campanha nacional de vacinação em meio a um cenário de crise sanitária.
Naquele período, o país enfrentava uma das fases mais graves da pandemia. Hospitais operavam no limite, havia falta de leitos de UTI em diversas capitais e o número de mortes diárias chegava a patamares elevados. O vírus já havia se espalhado por todo o território nacional, causando impacto direto no sistema de saúde e na rotina da população.
Desde o início da pandemia, o Brasil acumulou mais de 39 milhões de casos confirmados de Covid-19 e ultrapassou a marca de 716 mil mortes. Com o avanço da vacinação ao longo dos anos, os índices de casos graves, internações e óbitos começaram a cair de forma consistente, especialmente após a ampliação do acesso às doses e a inclusão de diferentes faixas etárias e grupos prioritários.
Para a médica infectologista Luana Tanno, a vacinação foi determinante para mudar o curso da doença no país. “A partir do momento em que conseguimos vacinar grande parte da população, observamos uma redução significativa das formas graves da Covid-19. A vacina não eliminou o vírus, mas transformou a doença em algo muito menos letal, principalmente para idosos e pessoas com comorbidades”, explica.
Os efeitos da imunização também são sentidos por quem viveu as formas mais severas da doença. Fernanda Alves que contraiu Covid-19 em 2021 e desenvolveu trombose durante a internação, relembra o período com cautela. “Foi um momento muito difícil. Fiquei semanas no hospital e tive medo de não sobreviver. Depois disso, me vacinei assim que pude. A vacina trouxe uma sensação de segurança e de que outras pessoas não precisariam passar pelo que eu passei”, relata.
Atualmente, a Covid-19 segue em circulação no Brasil, com registros de novos casos ao longo do ano, mas em níveis considerados controlados em comparação aos picos da pandemia. O número de infectados e de mortes é significativamente menor, resultado direto da vacinação em massa e da imunidade adquirida ao longo do tempo. Cinco anos após a primeira dose aplicada no país, a data reforça o papel da ciência e da vacinação como ferramentas centrais no enfrentamento da crise sanitária.
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