Criança de 3 anos não sobrevive a picada de escorpião; pai informa à respeito do caso
Bernardo de Lima levou picadas de escorpião em Conchal (SP) e foi para hospital, mas não resistiu

Foto: Antonio Bordignon / iNaturalist e Redes Sociais
Bernardo de Lima Mendes, 3 anos, morreu após ser picado por um escorpião, na manhã de quarta-feira (1), em Conchal, no estado de São Paulo. O corpo dele foi enterrado na quinta (2) no Cemitério Municipal de Conchal.
O caso ocorreu no quintal da casa em que a criança vivia com a família. O pai do menino, Paulo Mendes, contou em entrevista à afiliada da TV Globo, que estava brincando com o filho, na noite de terça (31), e foi preparar o jantar para eles. Durante esse tempo, o filho deitou em um colchão que estava em pé ao lado de uma mesa e foi picado.
"Ele tomou duas picadas no ombro. Na hora até achei que ele tinha ralado o ombro, só que a gente falou que ele estava chorando muito, não era ralado. A gente puxou e tinha duas picadas, deu para ver nitidamente que eram duas picadas", afirmou o pai.
A mãe do garoto propôs que ele erguesse o colchão e, então, o escorpião apareceu e tentou escapar para debaixo de uma mesa. Ele o matou e colocou em um pote.
Durante a triagem com o filho para o Hospital e Maternidade Madre Vannini, ele mostrou ao atendente, que recolheu o escorpião para mostrar à equipe médica. O menino permaneceu por um tempo na sala de espera sentindo muita dor.
Paulo revelou que uma madre, uma das responsáveis pela administração do hospital, percebeu a situação e pediu que um médico atendesse logo a criança, mas houve demora para a aplicação do soro para a dor. O profissional informou que era disponibilizado em caso de necessidade, e que o filho ficaria em observação durante 6 horas. Ele vomitou cerca de 10 vezes em 20 minutos e também babava bastante.
Após o agravamento dos sintomas, a criança foi levada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Conchal e, após três horas, foi transferida para a Santa Casa de Araras, apresentando no caminho parada cardiorrespiratória.
O pai informou que os funcionários do hospital de Araras aplicaram seis ampolas do soro antiescorpiônico na criança. Ao ligar para a esposa, informou que o filho teve outra parada cardíaca. "Ele ficou praticamente sem respirar por 10 minutos", declarou.
Após ser entubado, os pais foram orientados a irem para casa. Na manhã seguinte, ao acordarem, o hospital ligou diversas vezes pedindo que eles retornassem por conta do estado grave de Bernardo. Pouco depois, ele morreu.
Em um comunicado, a Prefeitura de Conchal informou que o município não é unidade de referência para armazenamento e aplicação de soros antivenenos. Dessa forma, os pacientes atendidos em Conchal que necessitam de aplicação do soro são encaminhados para Araras, onde recebem atendimento.
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