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André Mendonça afasta diretor-geral da PF em meio à crise com Moraes e caso Banco Master

Ministro determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e também suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência sobre ministros do STF, integrantes da advocacia pública e da polícia judiciária

| Autor: Redação - Varela Net
André Mendonça afasta diretor-geral da PF em meio à crise com Moraes e caso Banco Master

Foto: Divulgação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, em mais um capítulo da crise que abala a Corte.

Mendonça afirma que há mais de 30 dias vem sendo monitorado pela PF e que a medida é necessária para que os integrantes do Supremo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”.

A decisão ocorre após Alexandre de Moraes utilizar relatórios atribuídos à Polícia Federal — que, segundo Mendonça, seriam apócrifos, sem autoria, brasão da República ou padronização oficial — para apontar possíveis indícios de abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa na condução dos casos Banco Master e INSS.

Mendonça também determinou o afastamento do delegado Leandro Almada da diretoria de Inteligência da PF e suspendeu a produção e o compartilhamento de qualquer relatório de inteligência voltado a atos de ministros, da advocacia pública e da polícia judiciária.

Pedido do Novo

A decisão foi tomada a partir de um pedido do partido Novo, que chegou a solicitar a prisão de Andrei Rodrigues após um relatório de cerca de 200 páginas encontrar menções ao diretor-geral no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça, porém, optou pelo afastamento temporário.

Na segunda-feira (7), o ministro já havia encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) o relatório da PF sobre mensagens trocadas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes.

Segundo as informações divulgadas pelo jornal O Globo, nas conversas, o banqueiro afirma ao ministro que precisa da proteção de “Andrei e Paulo”, em referência ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Ainda de acordo com o conteúdo divulgado, uma semana antes de sua primeira prisão, em novembro de 2025, Vorcaro teria pedido a Andrei que atrasasse a operação “para outra semana, pois tem feriado”, para que “o banco não quebre”.

As informações são de O Globo.

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