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Saiba o que é o linfoma de Hodgkin, doença que vitimou Isabel Veloso

Saiba o que é o linfoma de Hodgkin, doença que vitimou Isabel Veloso

Jovem estava internada em Curitiba desde novembro de 2025 e compartilhava nas redes a rotina de tratamento contra o câncer

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Rede Social

A influenciadora digital Isabel Veloso, de 19 anos, morreu neste sábado (10) em decorrência de complicações causadas por um câncer conhecido como linfoma de Hodgkin. Ela estava internada desde novembro de 2025 em um hospital de Curitiba.

A morte da jovem foi comunicada pelo marido, Lucas Borbas, por meio das redes sociais.

Isabel foi diagnosticada com a doença em 2021, quando tinha 15 anos, e desde então passou a compartilhar com os seguidores a rotina de tratamento, incluindo internações, sessões de quimioterapia e os impactos físicos e emocionais da condição. Ao longo dos anos, conquistou milhares de seguidores com relatos sinceros sobre a luta contra o câncer.

Saiba o que é o linfoma de Hodgkin, doença que vitimou Isabel Veloso

O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que se origina nos linfócitos, células do sistema imunológico responsáveis pela defesa do organismo contra infecções. Como essas células estão distribuídas por diferentes regiões do corpo, a doença pode surgir em vários locais, sendo mais comum o comprometimento dos gânglios linfáticos do pescoço, das axilas e do tórax.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), os sinais e sintomas variam conforme a área afetada. Quando o linfoma se desenvolve em linfonodos superficiais, como os do pescoço, axilas ou virilha, o principal sinal costuma ser o surgimento de ínguas indolores.

Nos casos em que a doença atinge a região do tórax, podem ocorrer tosse persistente, falta de ar e dor no peito. Já quando o acometimento ocorre no abdômen ou na pelve, é comum o relato de desconforto abdominal e sensação de inchaço.

Existem diferentes tipos de câncer que afetam os linfócitos, reunidos em dois grandes grupos: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin. Apesar de serem doenças distintas, os sintomas iniciais podem ser semelhantes. A hematologista Maria Amorelli, que atende em Goiânia, explica que o aumento dos gânglios linfáticos costuma ser um dos primeiros sinais.

As causas da doença ainda não são totalmente conhecidas. Estudos indicam que a infecção pelo vírus Epstein-Barr pode estar associada ao desenvolvimento do linfoma em alguns pacientes, ao interferir no funcionamento do sistema linfático.

Uma característica que diferencia o linfoma de Hodgkin de outros tipos é a presença das chamadas células de Reed-Sternberg, identificadas em exames laboratoriais.

Após a confirmação do diagnóstico, a doença é classificada de acordo com o tipo de crescimento do tumor e o estágio em que foi identificada. O tratamento geralmente envolve quimioterapia, podendo ser associada à imunoterapia ou à radioterapia, a depender de cada caso.

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