Primeiro paciente do SUS recebe caneta emagrecedora em projeto-piloto no Rio Grande do Sul
Iniciativa do Ministério da Saúde vai acompanhar 250 pacientes com obesidade grave para avaliar a eficácia e a viabilidade do tratamento na rede pública
Foto: Rafael Nascimento
O primeiro paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) recebeu, nesta sexta-feira (26), uma aplicação de semaglutida, princípio ativo de medicamentos conhecidos popularmente como "canetas emagrecedoras". O procedimento foi realizado no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, marcando o início de um projeto-piloto coordenado pelo Ministério da Saúde para avaliar o uso da medicação no tratamento da obesidade grave.
A iniciativa prevê o acompanhamento de 250 pacientes ao longo de dois anos. O objetivo é analisar a efetividade, a segurança e o impacto econômico do uso de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 no contexto do SUS. Os participantes do estudo são pacientes com obesidade grave ou associada a outras comorbidades, como doenças cardiovasculares, e que já recebem acompanhamento especializado.
Segundo o Ministério da Saúde, o projeto busca gerar evidências científicas que possam orientar futuras decisões sobre a eventual incorporação desses medicamentos à rede pública. Atualmente, a semaglutida ainda não faz parte da lista de medicamentos oferecidos pelo SUS em âmbito nacional, e qualquer ampliação do acesso dependerá de avaliação técnica e orçamentária.
A pesquisa também avaliará indicadores como perda de peso, melhora da qualidade de vida, evolução clínica dos pacientes e custos do tratamento. O estudo faz parte de um movimento mais amplo para ampliar o conhecimento sobre o uso das chamadas canetas emagrecedoras no sistema público de saúde, em meio ao aumento da demanda por tratamentos para obesidade no país.
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