Mais de 900 casos suspeitos de Ebola são acompanhados pela OMS
Doença provoca sintomas intensos e mais de 170 mortes são investigadas
Foto: Divulgação
Mais de 900 casos suspeitos de Ebola estão sendo monitorados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo o diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom. Até o momento, 101 casos foram confirmados.
O surto da cepa Bundibugyo foi registrado no dia 15 de maio na República Democrática do Congo e avançou para Uganda dias depois, com casos identificados em Kampala sem ligação entre si. A OMS declarou emergência internacional de saúde pública em 17 de maio.
A doença é transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, como sangue, secreções, fezes e vômito, além do contato com animais contaminados. Os primeiros sintomas incluem febre alta repentina, dores musculares intensas e manifestações gastrointestinais.
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o avanço da epidemia já soma mais de 170 mortes suspeitas. Em casos graves, o quadro pode evoluir para hemorragias, queda de plaquetas, hipotensão e choque. O período de incubação varia de dois a 21 dias.
Três voluntários brasileiros da Cruz Vermelha morreram após contraírem a cepa durante uma missão humanitária na província de Ituri, na República Democrática do Congo. O Ministério da Saúde não confirmou casos ou mortes por Ebola dentro do território brasileiro.
A principal preocupação das autoridades de saúde é a ausência de vacina específica para a cepa Bundibugyo, diferente da Ebola-Zaire, que possui imunizante aprovado.
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