Jovem faz procedimento com agulhas em clínica de Salvador e vai parar na UTI com pneumotórax
Luana Omena afirma que sentiu dores intensas e falta de ar após liberação miofascial com dry needling em clínica da capital baiana
Foto: Rede Social
A fotógrafa soteropolitana Luana Omena viveu dias de desespero após realizar procedimentos fisioterapêuticos em uma clínica de Salvador. A profissional precisou ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após passar por duas técnicas no estabelecimento: uma liberação miofascial e um dry needling (agulhamento a seco).
Luana revelou que passou por uma experiência traumática após realizar a combinação dos dois procedimentos e, pouco tempo depois, começou a sentir dores intensas e falta de ar. Ao procurar atendimento médico, foi diagnosticada com pneumotórax, condição caracterizada pelo colapso do pulmão.
Apesar de não ter sofrido ferimentos visíveis, a fisioterapia, que incluía o uso de agulhas, teria provocado o problema.
De acordo com o relato publicado no Instagram na última terça-feira (31), Luana conheceu a clínica durante um trabalho realizado na capital baiana, em novembro de 2025. Ela contou que costuma fazer os procedimentos por sentir dores frequentes no trapézio e no pescoço.
“Fui bem atendida pela clínica e fui embora. Comecei a sentir um desconforto estranho no Uber”, relatou.
A fotógrafa afirmou que decidiu não divulgar o nome da unidade.
Segundo Luana, o quadro piorou após ela tomar banho e movimentar o cabelo para frente, quando a dor se intensificou.
“Eu estava sentindo uma dor que começava embaixo do seio esquerdo e chegava à parte da escápula. Quando senti falta de ar, fiquei desesperada e me joguei na cama, com muito medo. Deitei e fiquei tentando respirar fundo. Só que, todas as vezes que eu tentava respirar fundo, sentia muita dor”, disse.
Mesmo sentindo dores, ela chegou a tomar medicação e seguiu para um casamento onde faria um trabalho fotográfico. Durante o evento, começou a tossir e decidiu ligar para a clínica. Segundo ela, o profissional responsável orientou que procurasse uma emergência.
Luana contou que chegou a acreditar que estava tendo um infarto.
“Eu estava apavorada. Não conseguia parar de chorar. Minha dor não era ao toque, era interna”, contou.
No hospital, a fotógrafa realizou exames de sangue e recebeu medicação para dor, mas afirmou que o desconforto persistia.
“Minha dor não passava, não diminuía. Os exames não deram nenhuma alteração”, relatou.
Após ser submetida a raio-X e angiotomografia, ela recebeu o diagnóstico de pneumotórax, condição que pode ser classificada em espontânea ou traumática. O tipo espontâneo pode ocorrer sem causa aparente, enquanto o traumático é provocado por alguma lesão física no tórax.
Inicialmente, o caso de Luana foi considerado espontâneo, mas a classificação foi alterada para traumático depois que os médicos souberam que ela havia feito o dry needling.
“Meu caso poderia ser muito pior se eu tivesse demorado mais para procurar uma emergência. Esse não é um caso simples. Pode levar até à morte”, disse Luana.
Ela ficou quatro dias internada, sendo dois dias na UTI e dois no apartamento.
Entenda os procedimentos
A liberação miofascial é uma técnica de terapia manual que aplica pressão em pontos de tensão para reduzir dores, aumentar a mobilidade e relaxar os músculos. Ela é indicada para alívio de contraturas, melhora da circulação e recuperação pós-treino, podendo ser realizada manualmente ou com acessórios, como rolos e bolinhas.
Já o dry needling (agulhamento a seco) é uma técnica fisioterapêutica invasiva que utiliza agulhas finas, sem medicamentos, para desativar pontos-gatilho e tratar a dor miofascial.
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