Renan Santos diz que vai recorrer de decisão de Toffoli que suspendeu sua campanha
Candidato do Missão afirmou que medida é “injusta e ilegal” e relacionou a decisão às manifestações que organizou contra o ministro e o escândalo do Banco Master
Foto: Leco Viana/Thenews2/Agência O Globo / Andressa Anholete/STF
O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, afirmou nesta segunda-feira (31) que irá recorrer da decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu temporariamente sua campanha eleitoral em meios digitais. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o político classificou a determinação como “injusta”, “ilegal” e “persecutória”.
A decisão de Toffoli impede Renan de realizar propaganda eleitoral por meio de sites, blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e outras plataformas que não tenham sido informadas dentro do prazo à Justiça Eleitoral. O ministro também determinou a suspensão de repasses do Fundo Eleitoral à chapa majoritária e proibiu a participação do candidato em debates e sabatinas.
No vídeo, Renan afirmou que a decisão pode representar a última publicação dele nas redes sociais. “Esse aqui provavelmente é o último vídeo que você vai ver nas minhas redes sociais. Uma decisão do ministro Dias Toffoli, aquele Dias Toffoli, acaba de suspender minha campanha”, declarou.
Segundo o candidato, a determinação também o impede de participar de entrevistas e sabatinas. Ele afirmou ainda que não utiliza recursos do Fundo Eleitoral, mas destacou que, caso estivesse utilizando, os repasses também seriam suspensos.
Renan disse que pretende levar o caso ao TSE para tentar derrubar a decisão. “A gente vai continuar lutando e a gente vai ir ao TSE para derrubar essa decisão absolutamente injusta e ilegal. A decisão é ilegal. A decisão é persecutória”, afirmou.
Candidato relaciona decisão a críticas a Toffoli
Durante o pronunciamento, Renan Santos associou a decisão às manifestações organizadas por ele contra Dias Toffoli e relacionadas ao escândalo envolvendo o Banco Master. O candidato afirmou ter convocado quatro atos em São Paulo durante o último ano e disse que o nome do ministro foi citado nas manifestações.
“Curiosamente, eu convoquei também quatro manifestações nesse último ano contra o senhor Dias Toffoli. Contra o envolvimento não apenas dele, mas de todas essas pessoas no escândalo do Banco Master”, declarou.
A associação feita por Renan é uma alegação do próprio candidato. A decisão judicial, segundo as informações apresentadas, está relacionada à falta de comunicação tempestiva de perfis mantidos por ele nas redes sociais à Justiça Eleitoral.
Perfis não teriam sido informados dentro do prazo
De acordo com a decisão de Toffoli, Renan Santos deixou de informar, no momento do registro de candidatura, 16 perfis em redes sociais. As contas teriam sido comunicadas posteriormente, 12 dias após o requerimento do registro.
O ministro também apontou que um dos perfis não informados possuía cerca de 2,4 milhões de seguidores. Para Toffoli, a omissão não seria apenas uma falha formal, mas poderia comprometer a isonomia entre as candidaturas e permitir benefícios decorrentes da ausência das informações.
A determinação estabeleceu prazo de seis horas para a suspensão dos perfis e sua retirada dos sistemas de recomendação das plataformas, além de determinar que as empresas forneçam informações sobre publicações realizadas nas contas.
Renan, por outro lado, afirma que o problema ocorreu por uma falha técnica no sistema da Justiça Eleitoral e que situações semelhantes teriam atingido outros candidatos.
“Falar que minhas redes foram suspensas porque eu estou abusando do poder econômico por conta de um problema técnico que centenas de outros candidatos, que há milhares também tiveram durante o registro das candidaturas, chega a ser absurdo”, afirmou.
Após a decisão, o candidato também alterou a foto de perfil nas redes sociais, passando a utilizar uma imagem com os olhos cobertos por uma tarja vermelha com a palavra “censurado”.
Ao encerrar o pronunciamento, Renan afirmou que não pretende abandonar a disputa. “Eu não vou desistir, eu vou lutar na justiça. Mas a porrada começou, avisei que não seria fácil”, declarou.
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