Renan Santos defende modelo MEI para geração de empregos e critica Justiça do Trabalho
Candidato à Presidência afirma que contratação pela CLT é pouco atrativa e diz que novos postos de trabalho, principalmente entre jovens, tendem a surgir por meio do MEI
Foto: Devid Santana/BNEWS
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) defendeu o uso do modelo de Microempreendedor Individual (MEI) como alternativa para a formalização de trabalhadores e para a criação de novos postos de trabalho no país. A declaração ocorreu durante entrevista e foi acompanhada de críticas à legislação trabalhista e à Justiça do Trabalho.
Segundo Renan, o modelo atual de contratação formal não seria suficientemente atrativo para trabalhadores e empregadores. Na avaliação do candidato, os custos e as regras relacionados à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) dificultam a geração de empregos formais.
O político afirmou ainda que parte da população já vive uma combinação entre o recebimento de auxílios governamentais e atividades informais. Nesse cenário, ele avalia que o MEI poderia funcionar como uma alternativa para ampliar a formalização sem reproduzir o modelo tradicional de contratação.
Renan também direcionou críticas à Justiça do Trabalho. Em sua avaliação, o sistema seria responsável por criar obstáculos para empregadores e trabalhadores e classificou a estrutura como uma “esparrela”.
Ao defender sua proposta, o candidato afirmou que os novos empregos, especialmente entre os mais jovens, já estariam sendo criados por meio do modelo de microempreendedor individual.
A proposta apresentada por Renan coloca em debate o modelo de relações trabalhistas no Brasil e a forma como o país busca conciliar formalização, proteção aos trabalhadores e redução dos custos de contratação.
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