Prefeito “tiktoker” de Sorocaba é expulso do Republicanos após apoiar candidatura da esposa
Rodrigo Manga foi punido por fazer campanha para Sirlange Maganhato, candidata a deputada federal pelo União Brasil
Foto: Rodrigo Alcântara/Prefeitura de Sorocaba
O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, foi expulso do Republicanos após apoiar publicamente a candidatura da esposa, Sirlange Maganhato, que concorre a uma vaga de deputada federal pelo União Brasil. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho de Ética Nacional da legenda.
O processo disciplinar foi aberto em julho, depois que Manga publicou um vídeo nas redes sociais em que aparecia na sede do União Brasil em Sorocaba e declarava apoio à candidatura da esposa. O prefeito já estava com a filiação suspensa desde 15 de julho. Durante o processo, ele reconheceu o apoio à candidatura de Sirlange e afirmou que manteria o “apoio total e irrestrito” a ela.
O Republicanos considerou que a conduta violou as regras de lealdade e fidelidade partidárias previstas no estatuto da legenda. Segundo a norma, filiados que possuem mandato eletivo podem ser punidos por manifestar apoio político a candidatos ou personalidades que contrariem os interesses do partido.
Em nota, a assessoria de Manga confirmou a expulsão e afirmou que ele continuará apoiando a candidatura da esposa. O prefeito disse ainda que recebe a decisão com tranquilidade e mantém o respeito pelas pessoas que participaram de sua trajetória política.
Manga se filiou ao Republicanos em 2020 e foi eleito prefeito de Sorocaba naquele ano, sendo reeleito em 2024 com 73% dos votos. Ele ganhou projeção nacional principalmente pela atuação nas redes sociais, onde ficou conhecido como “prefeito tiktoker”.
A expulsão ocorre em meio a outros episódios envolvendo o prefeito. Em novembro de 2025, ele foi afastado cautelarmente do cargo durante investigações da Operação Copia e Cola, da Polícia Federal, que apura suspeitas de desvios na área da saúde. Em março deste ano, uma decisão liminar do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, determinou seu retorno ao cargo, posteriormente confirmado pela Segunda Turma da Corte. Manga foi denunciado por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, contratação ilegal e fraude em licitações. A defesa nega as acusações.
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