Nikolas Ferreira critica classificação de desenhos bíblicos e compara decisão com transmissão do Carnaval
Deputado questionou mudança na faixa etária do programa da Record e anunciou projeto para tentar derrubar a medida do governo federal
Foto: Divulgação
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou, nesta terça-feira (3), a reclassificação indicativa do programa Record Kids: Desenhos Bíblicos, exibido pela TV Record. O parlamentar comparou a decisão do Ministério da Justiça com a classificação atribuída à transmissão do Carnaval de 2026.
A atração, que anteriormente tinha classificação livre, passou a ser não recomendada para menores de 12 anos. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União em 29 de outubro e considera a presença de conteúdos relacionados a atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito.
Em uma publicação na rede social X, Nikolas afirmou que pretende apresentar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para tentar suspender a decisão. O deputado classificou a medida como ilegal e perseguidora.
Na crítica, ele comparou a classificação dos desenhos bíblicos à transmissão do Carnaval, que recebeu indicação para maiores de 10 anos em 2026. Nikolas também alegou que o evento apresenta nudez explícita. No entanto, a afirmação não corresponde às regras dos desfiles, que proíbem a nudez frontal total desde 1989.
A mudança foi determinada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e afeta o bloco Record Kids: Desenhos Bíblicos. Com a nova indicação, a recomendação é que o programa seja exibido a partir das 20h na televisão aberta.
A classificação indicativa é uma orientação sobre a faixa etária adequada ao conteúdo, não uma proibição de exibição. A decisão considera elementos presentes nas produções, como violência e outras situações previstas nos critérios oficiais de avaliação.
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