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Milei diz esperar que Brasil rompa ‘curso socialista decadente’ e volte às ‘ideias da liberdade’

Milei diz esperar que Brasil rompa ‘curso socialista decadente’ e volte às ‘ideias da liberdade’

Presidente argentino voltou a criticar o governo Lula e reforçou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Divulgação

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou nesta quarta-feira (23) esperar que o Brasil rompa o que classificou como um “curso socialista decadente” e volte a adotar, segundo ele, as “ideias da liberdade”. A declaração foi dada a jornalistas após a participação do argentino na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

A fala ocorreu após o presidente argentino ser questionado sobre uma possível participação do Brasil no chamado Escudo das Américas, uma coalizão liderada pelos Estados Unidos voltada à cooperação entre países do continente no combate ao narcotráfico e ao crime organizado. O Brasil atualmente não integra o grupo.

Milei é um aliado declarado de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. Em julho, o argentino esteve no Brasil para participar da convenção que oficializou a candidatura do senador e manifestou apoio à sua campanha.

Na ocasião, Milei afirmou que esperava que o Brasil também fosse “liberal” após as eleições e declarou considerar Flávio o único candidato capaz de derrotar Lula. “Eu creio que somente Flávio pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros”, afirmou o presidente argentino.

Durante o discurso na ONU, Milei concentrou parte de suas críticas em governos e movimentos de esquerda. O presidente argentino associou o socialismo ao autoritarismo e criticou o que classificou como uma busca por uma igualdade “extrema e ilusória”. Também afirmou que a direita teria de enfrentar os problemas deixados por governos anteriores e pediu aos eleitores que se preparassem para uma eleição “suja”.

Milei também criticou duramente a própria ONU durante seu discurso. O argentino classificou a organização como “inútil” e questionou sua atuação na disputa entre Argentina e Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas. Ele afirmou ainda que seu governo pretende tomar medidas diante da exploração de recursos naturais na região.

As declarações sobre o Brasil ocorrem em um momento de campanha eleitoral no país, com Lula e Flávio Bolsonaro entre os principais candidatos à Presidência. Em discurso na ONU na terça-feira (22), Lula havia defendido a soberania brasileira e criticado interferências estrangeiras no processo eleitoral.

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