Michelle Bolsonaro pode deixar o PL e migrar para o Republicanos
Segundo coluna de Lauro Jardim, em O Globo, conversas envolvem a senadora Damares Alves e são motivadas por insatisfações da ex-primeira-dama com integrantes da família Bolsonaro e a direção do partido
Foto: HUGO BARRETO / METRÓPOLES
Uma articulação política busca viabilizar a saída de Michelle Bolsonaro do Partido Liberal (PL), legenda ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, para uma possível filiação ao Republicanos. As conversas envolvem a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), amiga próxima da ex-primeira-dama.
A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e repercutiu nesta terça-feira (3). Segundo relatos de pessoas que acompanham as negociações, a movimentação ocorre em meio ao descontentamento de Michelle com integrantes da família Bolsonaro e com a direção nacional do PL.
Um dos interlocutores ouvidos sobre a articulação afirmou que Michelle estaria “descontente com os filhos do marido e com a condução do PL por Valdemar [Costa Neto]”.
Damares participa das conversas
Damares Alves aparece como uma das principais interlocutoras na tentativa de aproximar Michelle do Republicanos. A senadora mantém uma relação de amizade com a ex-primeira-dama e participa das conversas sobre uma possível mudança de legenda.
O movimento ocorre em um momento de divergências públicas entre Michelle e integrantes da família Bolsonaro. Nos últimos meses, a relação com o senador Flávio Bolsonaro também foi marcada por declarações e desentendimentos relacionados à organização política do grupo.
A possível filiação ao Republicanos, porém, ainda não foi anunciada oficialmente por Michelle nem confirmada como uma decisão definitiva.
Desgaste com a direção do PL
O descontentamento relatado envolve também a condução do partido por Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. Michelle já havia deixado a presidência do PL Mulher em junho, após uma reunião com Valdemar.
Na ocasião, a ex-primeira-dama informou que pretendia dedicar mais tempo aos cuidados com Jair Bolsonaro e com a filha do casal. A decisão foi anunciada em meio ao desgaste provocado por divergências políticas e familiares.
A possibilidade de mudança de partido representa mais um capítulo das movimentações internas no grupo político ligado ao ex-presidente.
Republicanos pode receber a ex-primeira-dama
Caso a articulação avance, Michelle poderá trocar o PL pelo Republicanos, partido que tem entre suas principais lideranças o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Por enquanto, não há confirmação oficial de que a mudança será concretizada. As conversas indicam uma tentativa de aproximação política, mas a decisão final depende de Michelle e das negociações entre os envolvidos.
A eventual saída também poderá alterar a relação política da ex-primeira-dama com o grupo que atualmente comanda o PL e com os integrantes da família Bolsonaro.
Varela Net agora mais perto de você: receba as notícias em tempo real no seu WhatsApp clicando aqui.