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Lula diz que Brasil será “um dos países mais respeitados do mundo no crime organizado”

Lula diz que Brasil será “um dos países mais respeitados do mundo no crime organizado”

Presidente errou ao citar combate às facções e disse que Brasil seria “um dos mais respeitados do mundo no crime organizado”; fala repercutiu na internet

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na tarde da última quarta-feira (25 de março), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia oficial de sanção do PL Antifacção, legislação voltada ao endurecimento do combate a organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho.

Durante o discurso, ao tentar destacar que o Brasil seria reconhecido internacionalmente no enfrentamento ao crime organizado, Lula cometeu um ato falho e afirmou que o país seria “um dos mais respeitados do mundo no crime organizado”. A frase foi dita no exato momento em que a cerimônia simbolizava o fortalecimento do Estado contra facções criminosas.

O deslize viralizou rapidamente nas redes sociais. Do ponto de vista jurídico, a fala não tem impacto na validade da lei sancionada, mas a ironia do contexto ampliou a repercussão do episódio.

Cenário do crime organizado na Bahia

Na Bahia, estima-se a atuação de cerca de 21 grupos criminosos, incluindo facções locais e nacionais. Entre elas, o Bonde do Maluco (BDM) é apontado como uma das organizações mais violentas e atuantes, surgida no sistema prisional em 2015. Outras facções relevantes incluem o Comando Vermelho (CV), a Katiara e o Mercado do Povo Atitude (MPA).

A disputa por territórios entre grupos rivais e a presença de facções oriundas de outros estados têm contribuído para o aumento da violência e episódios de tensão, como toques de recolher e conflitos em municípios como Cachoeira, São Félix e regiões turísticas e rurais, como Caraíva.

Um dos casos de maior repercussão ocorreu no fim de 2024, quando detentos supostamente ligados a facções fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis, em um episódio que passou a ser investigado por suspeitas de facilitação interna e envolvimento de agentes e figuras políticas em troca de dinheiro.

A violência no estado segue crescendo, impulsionada pela expansão territorial dessas organizações e pela ligação com facções de outros estados, como o Rio de Janeiro, o que fortalece o poder bélico e a influência criminosa na Bahia.

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