Lindbergh ironiza ‘100 dias de silêncio’ de Flávio Bolsonaro sobre R$ 61 milhões para Dark Horse
Deputado publicou vídeo com bolo para cobrar explicações do senador sobre valores repassados por Daniel Vorcaro para produção sobre Jair Bolsonaro
Foto: Redes Sociais/GERALDO MAGELA /AGÊNCIA SENADO
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ironizou nesta quinta-feira (27) os "100 dias de silêncio" do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o repasse de cerca de R$ 61 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, produção biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Para marcar a data, Lindbergh publicou um vídeo nas redes sociais segurando um bolo e chamou a ação de uma "descomemoração". "Até agora NADA! Nós vamos lembrar todos os dias o que eles querem esconder de VOCÊ! Diz aí, Flávio Bolsonaro: cadê os 61 milhões?", escreveu o deputado.
A cobrança ocorre porque, em 19 de maio, Flávio Bolsonaro afirmou que prestaria esclarecimentos sobre o caso em até 30 dias. Passados três meses, porém, Lindbergh afirma que o senador ainda não apresentou as explicações cobradas sobre os diálogos que envolvem o banqueiro.
O financiamento do filme veio a público após reportagens do The Intercept Brasil, que apontaram que Daniel Vorcaro, então proprietário do Banco Master, teria repassado aproximadamente R$ 61 milhões para a produção de Dark Horse. Segundo a publicação, os recursos teriam sido solicitados por Flávio Bolsonaro.
Conversas divulgadas pelo site mostram diálogos entre Flávio e Vorcaro sobre o projeto. Uma das conversas ocorreu em 16 de novembro de 2025, um dia antes da primeira prisão do banqueiro no âmbito da Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação extrajudicial do Banco Master.
Ainda segundo o Intercept, os R$ 61 milhões teriam sido repassados entre fevereiro e maio de 2025, por meio de seis operações. O valor total negociado para a produção chegaria a R$ 134 milhões, mas não há confirmação de que toda a quantia tenha sido efetivamente transferida.
As acusações e questionamentos sobre os repasses estão no centro da cobrança feita por Lindbergh, enquanto Flávio Bolsonaro é apontado como responsável por esclarecer a relação financeira envolvendo o filme.
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