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Lindbergh Farias nega acusação de ter participado de armação contra Alfredo Gaspar

Lindbergh Farias nega acusação de ter participado de armação contra Alfredo Gaspar

Deputado diz que denúncia é “fake news” após depoimento sobre suposta fraude ser enviado ao STF

| Autor: Redação - Varela Net

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados/ Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo no Congresso Nacional, negou nesta terça-feira (11) ter participado de uma suposta articulação para forjar uma denúncia de estupro contra Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A manifestação ocorreu após a Câmara dos Deputados encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um depoimento que aponta para uma possível armação envolvendo a acusação.

“O bolsonarismo tenta criar mais uma fake news contra mim”, afirmou Lindbergh em uma publicação no X. O deputado classificou como “absurda” a acusação de que teria pago um comerciante para fabricar uma denúncia contra Gaspar e disse que o relato teria sido construído a partir das declarações de uma pessoa que, segundo ele, o persegue há anos.

“Uma mentira construída a partir da palavra de um personagem que já me persegue há anos, ligado ao mesmo campo político que agora tenta transformar essa história descabida em prova”, escreveu. Lindbergh afirmou ainda que continuará enfrentando a extrema direita “com fatos, provas e a verdade”.

A origem da disputa remonta a março deste ano, quando Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) apresentaram uma notícia às autoridades durante a CPMI do INSS, na qual relataram uma acusação de estupro de vulnerável envolvendo Alfredo Gaspar. Segundo os parlamentares, uma adolescente teria sido vítima de violência sexual, engravidado e tido uma criança que seria filha do deputado.

Gaspar, que era relator da CPMI, negou a acusação e afirmou que o episódio teria envolvido um primo. O deputado também acionou a Justiça contra Lindbergh e Soraya, alegando que os parlamentares divulgaram informações falsas a seu respeito. Ele ainda disponibilizou material genético para um eventual exame de DNA, que, segundo sua defesa, poderia comprovar que não é o pai da criança.

A denúncia passou a ser analisada pelas autoridades. A Polícia Federal recebeu um pedido para abertura de investigação contra Gaspar, mas o procedimento ainda não foi instaurado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou informações complementares antes de decidir sobre os próximos passos. O caso está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, do STF.

Meses depois, surgiu uma segunda versão sobre a origem da acusação. Em depoimento prestado à Polícia Legislativa Federal em 23 de abril, o comerciante Luiz Antônio Lopes, de 62 anos, afirmou que teria sido procurado para participar de uma suposta armação contra Gaspar.

Segundo o relato, Luiz Antônio teria percebido a movimentação de pessoas ligadas a Lindbergh em seu quiosque, localizado em um shopping na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele afirmou ter tomado conhecimento de um plano para produzir uma entrevista falsa na qual uma mulher seria apresentada como suposta vítima do deputado.

Ainda de acordo com o comerciante, uma prestadora de serviços que trabalhava para ele teria sido convidada a participar da suposta encenação, utilizando o pseudônimo “Jailma”. Ele também relatou que a mulher teria mencionado pagamentos que variariam entre R$ 2 mil e R$ 10 mil para sustentar a história e citou um suposto assessor de Lindbergh identificado como Lucas.

As informações prestadas por Luiz Antônio foram encaminhadas pela Polícia Legislativa ao STF. O comerciante, que atualmente é filiado ao PL, passou a ser uma das principais fontes da acusação de que a denúncia contra Gaspar poderia ter sido fabricada. A filiação partidária ocorreu em 30 de abril, sete dias após o depoimento prestado à Polícia Legislativa.

Diante da investigação, Lindbergh acionou o STF na segunda-feira (10) para pedir a suspensão e a anulação do procedimento conduzido pela Polícia Legislativa. A defesa do deputado questiona a legalidade da apuração e afirma que houve produção unilateral de elementos contra um parlamentar sem a devida observância do contraditório e da ampla defesa.

Enquanto isso, a situação de Alfredo Gaspar permanece em análise pelas autoridades. O deputado foi anunciado como vice de Flávio Bolsonaro no último dia 5 e passou a ocupar posição de destaque na disputa presidencial.

Até o momento, não há conclusão definitiva do STF sobre a existência de uma eventual armação contra Gaspar ou sobre a participação de Lindbergh no episódio. O caso segue sob análise das autoridades competentes.

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